segunda-feira, 4 de junho de 2018

"Guardiões" em curta temporada no Circo do Mato

Dando continuidade a etapa curtas-temporadas do projeto Um Ciclo de Vida - Percursos e Percalços, o Circo do Mato oferece agora o espetáculo "Guardiões" do Teatral Grupo de Risco de Campo Grande. A proposta desta etapa - curtas temporadas - é oferecer ao público, diferentes espetáculos produzidos por grupos da capital, onde pode-se observar os diferentes olhares e linguagens de cada companhia, onde cada uma, do "seu jeito", apresenta ao público seu fazer teatral.
Ao término do projeto o grupo manterá apresentações periódicas em sua sede, com espetáculos próprios ou não; e para o melhor conforto do público, o Circo do Mato equipou-se com arquibancada e cadeiras, além de um charmoso Barzim.
O projeto foi aprovado pelo edital FOMTEATRO 2017 - SECTUR e Prefeitura Municipal de Campo Grande e está sendo realizado pelo Circo do Mato desde o início do ano, com outras ações paralelas.
Já se apresentaram em curta temporada: Circo do Mato com o espetáculo "Os Corcundas", Ubu Grupo de Artes Cênicas com "Uma Moça da Cidade" e Núcleo Jair Damasceno com "Salomé F.P."; em junho o Teatral Grupo de Risco apresenta "Guardiões, Julho ficará por conta do Imaginário Maracangalha com "Sinhá Rosinha" e agosto o Grupo Casa apresenta "Romeu e Julieta".

Da concepção do espetáculo 

Guardiões, compõe uma trilogia pensada pelo grupo. Iniciou-se em 2008. Antes da pesquisa sobre o pantanal, o TGR, produziu outros dois espetáculos: Mbureo – A saga dos Ervais que traz a questão sobre o exploração da erva mate, e consequentemente parte da história do estado; E, Guaicuru – Histórias de Admirar, que retrata parte da guerra do Paraguai, a divisão de terras, a exploração do trabalho, um pouco da história dos índios cavaleiros, Kadweus. Para compor um ciclo da pesquisa envolvendo as questões históricas, culturais e sociais de Mato Grosso do Sul, entrarmos no universo pantaneiro.



Foto: Helton Perez


Trajetória

Recebeu o Prêmio Miryan Muniz de Teatro em 2008 para desenvolvimento de sua pesquisa, e foi montado por meio do Fundo de Investimentos Culturais de Mato Grosso do Sul (2013/2014). Percorreu as cidades de Campo Grande, Terenos, Rochedo, Ivinhema por meio do
Circuito Sul-Mato-Grossense de Teatro/2015; Apresentou-se na Mostra Boca de Cena/2017, e no espaço do Teatral Grupo de Risco.

Sinopse

A encenação apresenta um pantanal sui generis, provocando questionamentos na plateia. Os habitantes possuem uma relação simbiótica com o território que habitam e que, gradativamente, vão sendo expulsos da região. Os personagens sentem-se em desequilíbrio, assim como todo o ambiente, e enfrentam dificuldades com o novo sistema que se estabelece.
É uma encenação limpa, seca, que apresenta o modelo de “desenvolvimento” oferecido à nossa sociedade pelo sistema econômico vigente no mundo. O universo abordado é retratado de forma sintética: o cenário virtual, infinito e neutro, as cores só aparecem ao longe.
Os atores são personagens que quase se confundem com o cenário, são quase invisíveis, a dureza do território está entranhada em seu modo de ser, de lutar, possuem uma simbiose bem peculiar e, ora animais, ora homens, vivem nesse cenário chamado pantanal, muito embora o tema tratado seja sério, há momentos lúdicos, delicados e também com toques de ironia e sátira.

Ficha Técnica
Direção: Roma Román
Dramaturgia: Lú Bigattão
Produção: Fernanda Kunzler
Elenco: André Tristão, Fernanda Kunzler e Yago Garcia
Preparação de elenco: Leandro Melo
Cenografia: Márcia Gomes
Vídeo cenário: Maíra Espindola e Rafael Mareco
Ilustrações: Rubén Dario Román Añez
Iluminação: Anderson Lima
Fotos: Helton Perez
Duração: 45 minutos

SERVIÇO
Espetáculo "Guardiões" - TGR
Local: Circo do Mato - Rua. Tonico de Carvalho 263 - Bairro Amambaí - CG/MS
Datas: 8, 9 e 10 de junho de 2018
Horário: 19h
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
Indicação: maiores de 14 anos
Lotação limitada

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Oficina Teatral no Nova Lima



 O Teatral Grupo de Risco em realização do Projeto TGR em Fluxo, desenvolveu junto a comunidade da região do Nova Lima, uma oficina teatral, em continuidade ao processo já ocorrido no local, em parceria com a Escola Lino Villachá. 



Foram 12 encontros em 02 meses, com a temática abaixo:


TEMAS E IDEIAS EM GERAL

- Desmistificação do corpo;
- Corpo político;
- Roda de conversa;
- Provocar o sentir através do Teatro que ele é um ser possível;
- Base da oficina, exercícios do Teatro do Oprimido;
- Terminar sempre com uma roda rápida;
- Eduardo Galeano, Brecht, Boal - textos;
- Iniciar com exercícios de entendimento do espaço, espaço político, eu com os outros;
- Exercícios de auto estímulo, sozinhos, pares, grupos


TGR em Fluxo aprovado no edital fomteatro 2017, via Secretaria de Cultura e Turismo e Prefeitura de Campo Grande.

Fábula, Sátira e Lirismo se encontram em projeto coletivo de teatro

O Projeto "NA ESTRADA" é uma circulação de três grupos de Goiânia/Goiás que viajam juntos pelo Brasil, apresentando 3 espetáculos consagrados pelo público e pela crítica, em 8 cidades de 4 estados, Goiás, Tocantins, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.

Nesta semana, nos dias 10, 11 e 13 de maio, o projeto se apresenta no Espaço do Teatral Grupo de Risco, localizado à rua José Antônio - 2170 Jd Brasil. Nestas datas o público poderá conferir, gratuitamente, três diferentes espetáculos, cada um deles apontando para questões do mundo contemporâneo, mas com formas, linguagens e para públicos diferentes.

"Na Estrada" está em circulação desde o mês passado e envolve artistas de três diferentes grupos goianos, que buscam no fazer coletivo e na formação de novas redes o fortalecimento da produção cênica do Planalto Central em face de um cenário nacional ainda concorrido e nem sempre amistoso. O projeto conta com recursos do Fundo de Arte e Cultura de Goiás do Governo de Goiás e com a produção da Plano V Eventos e Cultura. Em Campo Grande a realização conta com a parceria do TEATRAL GRUPO DE RISCO.

Três em três

Enquanto o espetáculo para crianças Rato de Biblioteca encanta pela ingenuidade e doçura, mostrando ao público que o mundo dos livros e da leitura é algo a ser preservado, o espetáculo para o público de jovens e adultos A História é uma Istória, traça um perfil de uma humanidade miserável e amoral, por meio do texto irônico e debochado de Millôr Fernandes. Quando se Abrem os Guarda-Chuvas, por sua vez, remete ao entardecer da vida, discorrendo de forma poética e cômica sobre os percalços e possibilidades de envelhecimento no mundo contemporâneo. Assim, com estes três trabalhos, já bastante amadurecidos pelo tempo de existência, os artistas-criadores Fernanda Pimenta, Thaíse Monteiro e Thiago Moura se unem na importante tarefa de levar teatro a todos os cantos e pessoas, debatendo as condições do próprio fazer teatral.

Segundo seus realizadores, a principal força deste projeto está em sua capacidade de viabilizar a colaboração de três importantes grupos de Goiás, fomentando seus trabalhos, valorizando a arte local e fortalecendo o cenário artístico do Estado. Esse coletivo, formado pelos grupos Cia de Arte Poesia que Gira, Grupo Bastet e Farândola Teatro, já vem trabalhando e colaborando uns com os outros nos últimos cinco anos, portanto, este projeto é fruto desta parceria pré-existente, que confere maturidade e qualidade estética para todos estes trabalhos.

Intercâmbio

Além dos espetáculos, o projeto também prevê bate-papo e residência artística em cada uma das localidades. Segundo Patrícia Vieira, da Plano V Eventos e Cultura, produtora do projeto, a ideia é “estabelecer pontes de diálogo entre os artistas dos espetáculos, o público, a produção e os artistas de cada localidade visitada”. Sobre a relevância deste tipo de ação ela reforça: “É importante para criarmos estratégias de mobilização e fidelização do público de cada cidade às obras teatrais e aos espaços culturais que estão nos recebendo. Consideramos mesmo como uma atividade artístico-pedagógica, de fomento à arte e à cultura e de formação de público e plateia. Nossa ideia é criar e fortalecer essas redes de produção e circulação de espetáculos, como uma via de duas mãos. Nós levamos nosso trabalho e contamos com esses parceiros, que futuramente também poderão contar conosco para trazerem para Goiás suas produções.”.

Serviço:

 Quin - 20h - 10 de Maio

Farândola Teatro – Quando se Abrem os Guarda-Chuvas

Sex - 20h - 11 de Maio
Grupo Bastet – A História é uma Istória

Dom - 15h - 13 de Maio
Poesia que Gira Cia de Arte – Rato de Biblioteca

Teatral Grupo de Risco
Rua José Antônio, 2170 – Centro - Campo Grande/MS

[MAIS INFORMAÇÕES]
62 99948-9556 (Plano V Eventos e Cultura - WhatsApp)

Produção Local:

67 99921-6863 (André Tristão)
6799241-6227 (Fernanda Kunzler)


segunda-feira, 16 de abril de 2018

EM FLUXO - REVOLUÇÃO


              Nos dias 16, 18 e 20 de abril o Teatral Grupo de Risco apresenta o espetáculo Revolução em comemoração aos 30 anos do grupo.

 O Espetáculo “REVOLUÇÃO”, estreou em agosto de 2017, é uma adaptação do texto original “A Revolução na América do Sul” (de Augusto Boal), e compõe as apresentações do Projeto “TGR em Fluxo”, aprovado no edital FOMTEATRO/2018, via Secretaria de Cultura e Turismo/SECTUR.  

O espetáculo foi construído coletivamente por meio de um trabalho de pesquisas sobre o teatro do oprimido, teorizado por Augusto Boal. “A Revolução na América do Sul”, foi montado originalmente em 1960, retratava a situação conflituosa no país, no auge da desesperança e repressão política do período. Porém, ainda nos dias atuais, a situação é bastante semelhante, para não dizermos igual. O contexto político entremeia todo o roteiro da adaptação de montagem.

Em ano de eleição, a peça retrata a saga de um operário que busca melhoria de salário e ao conseguir é despedido de seu emprego. Zequinha Tapioca, também operário, tenta organizar uma revolução e se torna um dos candidatos a presidência da república. No país, é ano eleitoral. Conchavos políticos e midiáticos são travados enquanto José da Silva e sua mulher tentam sobreviver e alimentar 11 crianças. Disputa de poder. Miséria. Ganância. O retrato desastroso de uma pátria combalida e conspurcada.

O Teatral Grupo de Risco (TGR) completa neste mês 30 anos de existência, o espetáculo é parte da trajetória de debates do grupo e da ideologia política expressada nos trabalhos. Em cena estão os atores André Tristão, Ewerton Goulart, Yago Garcia e a atriz Fernanda Kunzler, com direção coletiva.

Durante todo o ano, o TGR realizará diversas atividades artísticas potencializando os espetáculos que atualmente compõe o repertório do grupo com intuito de fortalecer o trabalho teatral em Campo Grande e manter a produção cultural na cidade viabilizando o acesso a arte.

Estas apresentações compõe o Projeto TGR em Fluxo aprovado no edital FOMTEATRO 2017 via Secretaria de Cultura e Turismo e Prefeitura Municipal de Campo Grande. TGR em Fluxo compreende 12 apresentações teatrais de 04 espetáculos distintos da companhia, 04 exibições de filmes produzidos pelo grupo, oficinas de iniciação teatral para jovens estudantes do bairro Nova Lima, e o início da sistematização do registro histórico do TGR.

Todas as ações serão revertidas à sociedade, sem cobrança de ingressos ou taxas, para garantir o acesso ao que a própria sociedade investiu.
TGR em Fluxo objetiva manter as atividades culturais do Teatral Grupo de Risco, promover o acesso a cultura e difusão da história de Mato Grosso do Sul, colaborando com o reconhecimento de nossa identidade

APRESENTAÇÕES TEATRAIS:

ABRIL
“REVOLUÇÃO”:

16/04 às 19h - Sarau de Segunda, Praça dos Imigrantes. R. Rui Barbosa, 65 – Centro
18/04 às 13h30 - Teatro de Arena da UEMS, R. Ernesto de Fiori, 101 - Conj. José Abrão
20/04 ás 8h - Escola Padre José Scampini, R. do Pôrto, 220 - Coophavila II

Sinopse:
“REVOLUÇÃO”

Atenção, muita atenção, aviso à população
Revolução, revolução, revolução na América do Sul
Cuidado minha gente! Cuidado minha gente!
Que a revolução vai começar...


A REVOLUÇÃO é um espetáculo de rua com adaptação do texto “A Revolução na América do Sul” (de Augusto Boal). Desenrola a história de um operário que busca melhoria de salário e ao conseguir é despedido de seu emprego. Zequinha Tapioca, também operário, tenta organizar uma revolução e se torna um dos candidatos a presidência da república. No país, é ano eleitoral. Conchavos políticos e midiáticos são travados enquanto José da Silva e sua mulher tentam sobreviver e alimentar 11 crianças. Disputa de poder. Miséria. Ganância. O retrato desastroso de uma pátria combalida e conspurcada. Com irreverência e graça o elenco encena o espetáculo que provoca o riso e a indignação. Revolução, uma peça para rir, refletir e agir.

FICHA TÉCNICA:
Direção: Coletiva – Teatral Grupo de Risco
Produção: Coletiva
Elenco: André Tristão, Ewerton Goulart, Fernanda Kunzler e Yago Garcia
Cenário: Márcia Gomes
Adereços: O grupo
Figurinos: O grupo
Arte visual/Fotos: Helton Perez – Vaca Azul
Texto original: Augusto Boal adaptado pelo Teatral Grupo de Risco
Duração: 55 minutos

INFORMAÇÕES:
Fernanda Kunzler – 9 9241-6227 // 3042 8262 // teatralgrupoderisco@gmail.com

terça-feira, 3 de abril de 2018

CARTA ABERTA PELO DIREITO DOS/AS TRABALHADORES/AS ARTISTAS, TÉCNICOS/AS E MÚSICOS BRASILEIROS/AS

​No dia 26 de abril, o futuro profissional de diversos trabalhadores da Cultura, estará nas mãos deste Supremo Tribunal Federal.

Será julgada uma ação, de natureza constitucional, para definir critérios de regulamentação de diversas profissões vinculadas à Cultura.​

​Em reação, entidades representativas dos diversos segmentos de trabalhadores da Arte reuniram-se em São Paulo, para discutir estratégias de enfrentamento com o objetivo de garantir a valorização profissional em um mercado hostil, que já marginaliza a vida de diversos artistas em uma árdua relação de desigualdade.

​O reconhecimento legal da profissão de Artista, por exemplo, garantido na Lei n° 6.533/78, assim como de Músico pela Lei 3.857/60, são frutos da organização e mobilização das diversas categorias.

​Hoje, a atual controvérsia nasce na alegação da Procuradoria Geral da República de que estas leis contêm vícios de inconstitucionalidade, na medida em que estabelecem a necessidade de diploma ou de certificado de capacitação para registro profissional de Artista.

Entende a PGR que a atividade de artistas, técnicos em espetáculos e músicos não se trata de uma profissão, mas de uma livre manifestação artística.

​Ora, é justamente nesse ponto que surge o retrocesso. Pois a livre manifestação artística não deve ser confundida com o exercício profissional da Arte, quando existe uma relação de trabalho. Tratar a questão no mesmo patamar colabora para a marginalização de profissionais que exercem a Arte como meio de vida, dando tratamento igualitário para situações completamente diversas.

​Quem nunca sofreu preconceito por assumir a Arte como uma profissão? Durante quase 50 anos, Artistas e Técnicos lutam por essa declaração de legitimidade, por um atestado de não marginalidade, pois o exercício artístico profissional, durante muito tempo, é vítima de preconceitos ligados a vadiagem, à prostituição, informalidade, entre outros.

​Por fim, importante ter em mente que a falta do registro profissional dificultará o acesso a muitos benefícios como aposentadorias, auxílios-doença, maternidade e tantos outros. Portanto, negar o registro significa adotar medidas em que a relação de trabalho será disfarçada em livre manifestação artística.

Não podemos permitir esse retrocesso!

SOU ARTISTA, SOU TRABALHADOR!
TENHO DIREITO A UM REGISTRO PROFISSIONAL!!!
NÃO À ADPF 183 E 293
#NÃOÀESCRAVIZAÇÃODOSARTISTAS

Espetáculo Real de Minas Gerais se apresenta esta semana

O espetáculo Real do Grupo Espanca de Minas Gerais se apresenta neste 04 e 05 de abril às 19h no Espaço do Teatral de Grupo de Risco. A apresentação faz parte do projeto com investimento Petrobras e Ministério da Cultura, além do espetáculo o grupo realiza uma oficina no espaço do Imaginário Maracangalha nos dias 03 a 05 de abril, às 9h.


terça-feira, 27 de março de 2018

Dia internacional do Teatro, TGR apresenta Revolução



Nesta manhã de terça-feira (27), o Teatral Grupo de Risco apresentou o espetáculo “REVOLUÇÃO”, para aproximadamente 300 estudantes na Escola Estadual Maestro Frederico Liebermann. A apresentação compõe a Mostra Boca de Cena que é evento celebrativo ao Dia Internacional do Teatro e Nacional do Circo, comemorado hoje.


Para o grupo celebrar a data do teatro em trabalho é uma grande honra!!! Principalmente por tratar de forma lúdica de um tema bastante polêmico, as negociações e articulações em ano de campanha eleitoral no país, em uma situação de miserabilidade social e desmonte de direitos conquistados. 

REVOLUÇÃO é uma adaptação do texto original “A Revolução na América do Sul” (de Augusto Boal), foi construído coletivamente por meio de um trabalho de pesquisas sobre o teatro do oprimido, teorizado por Boal. “A Revolução na América do Sul”, foi montado originalmente em 1960, retratava a situação conflituosa no país, no auge da desesperança e repressão política do período. Porém, ainda nos dias atuais, a situação é bastante semelhante, para não dizermos igual. O contexto político entremeia todo o roteiro da adaptação de montagem. 

O Teatral Grupo de Risco (TGR) completa em agosto, 30 anos de existência, o espetáculo é parte da trajetória de debates do grupo e da ideologia política expressada nos trabalhos. 

“REVOLUÇÃO” 

Atenção, muita atenção, aviso à população 
Revolução, revolução, revolução 
na América do Sul 
Cuidado minha gente! Cuidado minha gente! 
Que a revolução vai começar... 

A REVOLUÇÃO é um espetáculo de rua com adaptação do texto “A Revolução na América do Sul” (de Augusto Boal). Desenrola a história de um operário que busca melhoria de salário e ao conseguir é despedido de seu emprego. Zequinha Tapioca, também operário, tenta organizar uma revolução e se torna um dos candidatos a presidência da república. No país, é ano eleitoral. Conchavos políticos e midiáticos são travados enquanto José da Silva e sua mulher tentam sobreviver e alimentar 11 crianças. Disputa de poder. Miséria. Ganância. O retrato desastroso de uma pátria combalida e conspurcada. Com irreverência e graça o elenco encena o espetáculo que provoca o riso e a indignação. Revolução, uma peça para rir, refletir e agir. 

FICHA TÉCNICA: 
Direção: Coletiva – Teatral Grupo de Risco 
Produção: Coletiva 
Elenco: André Tristão, Ewerton Goulart, Fernanda Kunzler e Yago Garcia 
Cenário: Márcia Gomes 
Adereços: O grupo 
Figurinos: O grupo 
Arte visual/Fotos: Helton Perez – Vaca Azul 
Texto original: Augusto Boal adaptado pelo Teatral Grupo de Risco 
Duração: 55 minutos