terça-feira, 10 de julho de 2018

TGR apresenta Mito do Mato

Neste dia 10 e 11 de julho o Teatral Grupo de Risco apresenta o espetáculo “Mito do Mato”, de Virginia Lúcia Menezes, em comemoração aos 30 anos do grupo. A apresentação faz parte do Projeto TGR em Fluxo, aprovado no edital FOMTEATRO/2017, via Secretaria de Cultura e Turismo/SECTUR. 

Mito do Mato traz a história sobre a divisão dos estados MS e MT, faz um recorte temporal colocando em jogo as relações de poder e as disputas pelos interesses divisionistas e da unidade. De um lado os homens das letras, do outro, os homens do progresso, travam a contenda pela divisão e unificação, controlando os destinos do estado. 

O espetáculo estreou em 2013 e compõe o repertório do grupo que trata sobre as questões históricas, identitárias e culturais de Mato Grosso do Sul. Dentro do processo de trabalho do grupo, neste ano, a peça, passou por algumas adaptações. Em cena estão André Tristão, Yago Garcia, Ewerton Goulart e Fernanda Kunzler que narram o contexto político e o território de disputa ignorando o povo enquanto sujeito. 

Desde janeiro o TGR realiza diversas atividades artísticas potencializando os espetáculos que atualmente estão em seu repertório com intuito de fortalecer o trabalho teatral em Campo Grande e manter a produção cultural na cidade viabilizando o acesso a arte. 

TGR em Fluxo objetiva manter as atividades culturais do Teatral Grupo de Risco, promover o acesso a cultura e difusão da história de Mato Grosso do Sul, colaborando com o reconhecimento de nossa identidade 

APRESENTAÇÕES TEATRAIS:

JULHO

“MITO DO MATO”:

- Terça-feira 10/07 - Escola Lina Vilachá, Nova Lima, às 19h30

- Quarta-feira 11/07 - Maria Constança Machado, 9h20

                       11/07 - Manuel Bonifácio Nunes da Cunha, Tarumã, 13h30

Sinopse 

MITO DO MATO 

Conterrâneos! O Mito do Mato é um espetáculo de rua que resgata a história do processo de divisão do estado do Mato Grosso, até então, uno. A encenação revela os interesses pela divisão da considerada ‘Terra Mãe’ das minas de ouro e diamantes, e a criação de um novo Estado, o Campo do Mato e seus celeiros de fartura. 

A história faz um recorte temporal colocando em jogo as relações de poder e as disputas pelos interesses divisionistas e da unidade. De um lado os homens das letras, do outro, os homens do progresso, travam a contenda pela divisão e unificação, controlando os destinos do estado. 

Nesta saga, mulher, índio, servo, criado, súdito, trabalhador, filhos e irmãos, não tem voz! Pois nenhum direito lhes foi dado ou escrito na história fora da querência dos senhores do poder. 

E a seriema? Com quem fica? 

O texto é inspirado na tragédia grega “Os sete contra Tebas” (de Ésquilo) e de estudos e pesquisas (jornais, depoimentos, literatura e documentários) do Teatral Grupo de Risco, escrito por Virginia Fonseca. 

FICHA TÉCNICA:

Direção: Coletiva – Teatral Grupo de Risco/Márcia Gomes
Produção: Fernanda Kunzler
Elenco: André Tristão, Ewerton Goulart, Fernanda Kunzler, Roma Román e Yago Garcia
Preparação de voz: Ewerton Goulart
Preparação corpo: o grupo
Maquiagem: André Tristão
Composição música “Boi”: Arce Correia
Música Siriema: Mario Zan e Nho Pai
Cenário: Márcia Gomes
Adereços: O grupo
Figurino: O grupo
Texto: Virginia Menezes
Duração: 40min
Arte visual/Fotos: Helton Perez – Vaca Azul

INFORMAÇÕES:

Fernanda Kunzler – 9 9241-6227 // 3042 8262 // teatralgrupoderisco@gmail.com

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Navegantes estreia nesta segunda-feira


O espetáculo Navegantes tem sua estreia marcada para a próxima segunda-feira (dia 09 de julho). A peça é uma montagem da Florescer do Cerrado, com texto e direção de Lú Bigatão Rios, viabilizada por meio do Fomento ao Teatro (FOMTEATRO/2017), Secretaria de Cultura e Turismo e Prefeitura de Campo Grande. Serão 05 apresentações que percorrerão escolas públicas e praças de Campo Grande, gratuitamente. No elenco Eros Rios e Fernanda Kunzler e música ao vivo com Gustavo Vargas, responsável pela criação da trilha sonora. Anderson Bosh assina a direção de arte e Wilson Motta a confecção dos bonecos e cenário. 

Navegantes é um espetáculo de bonecos que faz um passeio por riachos, rios e mares, mostrando a vida debaixo da água, com todos seus encantos e problemas. A peça é narrada sob o ponto de vista dos animais, destacando como a degradação ambiental afeta suas vidas. Os personagens são peixes, jacaré, ariranha, cobra, sapo e também seres mitológicos, que fazem parte da cultura regional, além de animais marinhos como baleia, tubarão e cavalo marinho. O trabalho mostra a luta desses animais para sobreviver com desaparecimento das matas ciliares, o assoreamento, poluição, pesca predatória, excesso de lixo, falta de saneamento básico. Navegantes é um grito de alerta para a preservação de nossas águas. 

Sinopse 

O espetáculo conta as aventuras de Douralis, uma peixinha muito curiosa, que decide deixar o pantanal para conhecer o mar. Ela viaja com Jacaléguas, seu melhor amigo. Mas o jacaré, inseguro e medroso, desiste da viagem. Sozinha na imensidão das águas, Douralis vai viver muitas experiências! Vai se divertir, fazer novas amizades e descobertas, mas também vai enfrentar muitos perigos. Vencendo seus medos, ela vai amadurecer e perceber melhor o ambiente ao seu entorno. Uma metáfora às relações internas de cada ser humano. 



Serviço: 
Agenda de apresentações: 

Dia 09 de julho, segunda-feira, às 15h30 - Local: Escola Municipal Ernesto Garcia, Rua Dr. Alfredo Aurélio de Castro, 748 - Vila Eliane 

Dia 12 de julho, quinta-feira, às 10 horas - Local: Escola Municipal Iracema Maria Vicente, Rua Rotterdan, 2.053 - Rita Vieira III 

Dia 12 de julho, às 15h30 - Local: Escola Municipal Danda Nunes, Rua Caliandra, 225 - Vivenda do Bosque 

Dia 16 de julho, segunda-feira, às 19h30- Local: Praça dos Imigrantes, Rua Rui Barbosa, 65 – Centro 

Dia 19 de julho, quinta-feira, às 19h30 - Local: Teatro de Arena Orla Morena, Av. Noroeste, s/nº - Cabreúva 

Todas as apresentações são gratuitas. 

Ficha Técnica: 
Texto e direção: Lu Bigatão Rios 
Elenco: Fernanda Kunzler e Eros Rios 
Produção: Fernanda Kunzler e Lú Bigattão 
Direção de cena e Preparação de elenco: Yago Garcia 
Direção Musical: Gustavo Vargas 
Direção de Arte: Anderson Bosh 
Confecção de Bonecos e Cenário: Wilson Motta 
Fotos e Designer gráfico: Helton Perez/Vaca Azul 
Costureiras: Fátima Antônia da Silva e Maria Aparecida da Silva 

Do Grupo: 

FLORESCER DO CERRADO 

A Florescer do Cerrado foi criada em 2008, mas a equipe trabalha junto há mais de 20 anos. Uma trajetória de muita pesquisa e aprendizado. A grande paixão do grupo são os bonecos. Nas diversas montagens, foram desenvolvidas diversas técnicas: bonecos de mão, de luva, de manipulação direta, articulados e de sombras chinesas. Montou diversos espetáculos em sua caminhada, a maioria com temática ambiental, entre eles: 

QUEIMADA É FOGO, montagem de 2008 com os Florestinhas, foram cerca de 50 apresentações. 

GUARIBINHA E SUA TURMA, montagem de 2008 está em cartaz até hoje. Nesses 10 anos já foram feitas mais de 300 apresentações, para mais de 200 mil estudantes. 

PREVINIR É MELHOR QUE REMEDIAR, usou a técnica de bonecos de manipulação direta e fez muito sucesso com público adulto abordando prevenção de DST-Aids. 

AS AVENTURAS NO MUNDO ENCANADO, acontece no mês de outubro desde 2013, com 120 apresentações e mais de 25 mil espectadores. 

DEDO VERDE é um espetáculo de formas animadas e usa bonecos, sombras, luz negra e sombra chinesa. Está em repertório e faz uma releitura da obra O menino do dedo verde. 



Contatos: 
Lú Bigattão – 9 9221 6057 
Fernanda Kunzler – 9 9241 6227


segunda-feira, 4 de junho de 2018

"Guardiões" em curta temporada no Circo do Mato

Dando continuidade a etapa curtas-temporadas do projeto Um Ciclo de Vida - Percursos e Percalços, o Circo do Mato oferece agora o espetáculo "Guardiões" do Teatral Grupo de Risco de Campo Grande. A proposta desta etapa - curtas temporadas - é oferecer ao público, diferentes espetáculos produzidos por grupos da capital, onde pode-se observar os diferentes olhares e linguagens de cada companhia, onde cada uma, do "seu jeito", apresenta ao público seu fazer teatral.
Ao término do projeto o grupo manterá apresentações periódicas em sua sede, com espetáculos próprios ou não; e para o melhor conforto do público, o Circo do Mato equipou-se com arquibancada e cadeiras, além de um charmoso Barzim.
O projeto foi aprovado pelo edital FOMTEATRO 2017 - SECTUR e Prefeitura Municipal de Campo Grande e está sendo realizado pelo Circo do Mato desde o início do ano, com outras ações paralelas.
Já se apresentaram em curta temporada: Circo do Mato com o espetáculo "Os Corcundas", Ubu Grupo de Artes Cênicas com "Uma Moça da Cidade" e Núcleo Jair Damasceno com "Salomé F.P."; em junho o Teatral Grupo de Risco apresenta "Guardiões, Julho ficará por conta do Imaginário Maracangalha com "Sinhá Rosinha" e agosto o Grupo Casa apresenta "Romeu e Julieta".

Da concepção do espetáculo 

Guardiões, compõe uma trilogia pensada pelo grupo. Iniciou-se em 2008. Antes da pesquisa sobre o pantanal, o TGR, produziu outros dois espetáculos: Mbureo – A saga dos Ervais que traz a questão sobre o exploração da erva mate, e consequentemente parte da história do estado; E, Guaicuru – Histórias de Admirar, que retrata parte da guerra do Paraguai, a divisão de terras, a exploração do trabalho, um pouco da história dos índios cavaleiros, Kadweus. Para compor um ciclo da pesquisa envolvendo as questões históricas, culturais e sociais de Mato Grosso do Sul, entrarmos no universo pantaneiro.



Foto: Helton Perez


Trajetória

Recebeu o Prêmio Miryan Muniz de Teatro em 2008 para desenvolvimento de sua pesquisa, e foi montado por meio do Fundo de Investimentos Culturais de Mato Grosso do Sul (2013/2014). Percorreu as cidades de Campo Grande, Terenos, Rochedo, Ivinhema por meio do
Circuito Sul-Mato-Grossense de Teatro/2015; Apresentou-se na Mostra Boca de Cena/2017, e no espaço do Teatral Grupo de Risco.

Sinopse

A encenação apresenta um pantanal sui generis, provocando questionamentos na plateia. Os habitantes possuem uma relação simbiótica com o território que habitam e que, gradativamente, vão sendo expulsos da região. Os personagens sentem-se em desequilíbrio, assim como todo o ambiente, e enfrentam dificuldades com o novo sistema que se estabelece.
É uma encenação limpa, seca, que apresenta o modelo de “desenvolvimento” oferecido à nossa sociedade pelo sistema econômico vigente no mundo. O universo abordado é retratado de forma sintética: o cenário virtual, infinito e neutro, as cores só aparecem ao longe.
Os atores são personagens que quase se confundem com o cenário, são quase invisíveis, a dureza do território está entranhada em seu modo de ser, de lutar, possuem uma simbiose bem peculiar e, ora animais, ora homens, vivem nesse cenário chamado pantanal, muito embora o tema tratado seja sério, há momentos lúdicos, delicados e também com toques de ironia e sátira.

Ficha Técnica
Direção: Roma Román
Dramaturgia: Lú Bigattão
Produção: Fernanda Kunzler
Elenco: André Tristão, Fernanda Kunzler e Yago Garcia
Preparação de elenco: Leandro Melo
Cenografia: Márcia Gomes
Vídeo cenário: Maíra Espindola e Rafael Mareco
Ilustrações: Rubén Dario Román Añez
Iluminação: Anderson Lima
Fotos: Helton Perez
Duração: 45 minutos

SERVIÇO
Espetáculo "Guardiões" - TGR
Local: Circo do Mato - Rua. Tonico de Carvalho 263 - Bairro Amambaí - CG/MS
Datas: 8, 9 e 10 de junho de 2018
Horário: 19h
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
Indicação: maiores de 14 anos
Lotação limitada

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Oficina Teatral no Nova Lima



 O Teatral Grupo de Risco em realização do Projeto TGR em Fluxo, desenvolveu junto a comunidade da região do Nova Lima, uma oficina teatral, em continuidade ao processo já ocorrido no local, em parceria com a Escola Lino Villachá. 



Foram 12 encontros em 02 meses, com a temática abaixo:


TEMAS E IDEIAS EM GERAL

- Desmistificação do corpo;
- Corpo político;
- Roda de conversa;
- Provocar o sentir através do Teatro que ele é um ser possível;
- Base da oficina, exercícios do Teatro do Oprimido;
- Terminar sempre com uma roda rápida;
- Eduardo Galeano, Brecht, Boal - textos;
- Iniciar com exercícios de entendimento do espaço, espaço político, eu com os outros;
- Exercícios de auto estímulo, sozinhos, pares, grupos


TGR em Fluxo aprovado no edital fomteatro 2017, via Secretaria de Cultura e Turismo e Prefeitura de Campo Grande.

Fábula, Sátira e Lirismo se encontram em projeto coletivo de teatro

O Projeto "NA ESTRADA" é uma circulação de três grupos de Goiânia/Goiás que viajam juntos pelo Brasil, apresentando 3 espetáculos consagrados pelo público e pela crítica, em 8 cidades de 4 estados, Goiás, Tocantins, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.

Nesta semana, nos dias 10, 11 e 13 de maio, o projeto se apresenta no Espaço do Teatral Grupo de Risco, localizado à rua José Antônio - 2170 Jd Brasil. Nestas datas o público poderá conferir, gratuitamente, três diferentes espetáculos, cada um deles apontando para questões do mundo contemporâneo, mas com formas, linguagens e para públicos diferentes.

"Na Estrada" está em circulação desde o mês passado e envolve artistas de três diferentes grupos goianos, que buscam no fazer coletivo e na formação de novas redes o fortalecimento da produção cênica do Planalto Central em face de um cenário nacional ainda concorrido e nem sempre amistoso. O projeto conta com recursos do Fundo de Arte e Cultura de Goiás do Governo de Goiás e com a produção da Plano V Eventos e Cultura. Em Campo Grande a realização conta com a parceria do TEATRAL GRUPO DE RISCO.

Três em três

Enquanto o espetáculo para crianças Rato de Biblioteca encanta pela ingenuidade e doçura, mostrando ao público que o mundo dos livros e da leitura é algo a ser preservado, o espetáculo para o público de jovens e adultos A História é uma Istória, traça um perfil de uma humanidade miserável e amoral, por meio do texto irônico e debochado de Millôr Fernandes. Quando se Abrem os Guarda-Chuvas, por sua vez, remete ao entardecer da vida, discorrendo de forma poética e cômica sobre os percalços e possibilidades de envelhecimento no mundo contemporâneo. Assim, com estes três trabalhos, já bastante amadurecidos pelo tempo de existência, os artistas-criadores Fernanda Pimenta, Thaíse Monteiro e Thiago Moura se unem na importante tarefa de levar teatro a todos os cantos e pessoas, debatendo as condições do próprio fazer teatral.

Segundo seus realizadores, a principal força deste projeto está em sua capacidade de viabilizar a colaboração de três importantes grupos de Goiás, fomentando seus trabalhos, valorizando a arte local e fortalecendo o cenário artístico do Estado. Esse coletivo, formado pelos grupos Cia de Arte Poesia que Gira, Grupo Bastet e Farândola Teatro, já vem trabalhando e colaborando uns com os outros nos últimos cinco anos, portanto, este projeto é fruto desta parceria pré-existente, que confere maturidade e qualidade estética para todos estes trabalhos.

Intercâmbio

Além dos espetáculos, o projeto também prevê bate-papo e residência artística em cada uma das localidades. Segundo Patrícia Vieira, da Plano V Eventos e Cultura, produtora do projeto, a ideia é “estabelecer pontes de diálogo entre os artistas dos espetáculos, o público, a produção e os artistas de cada localidade visitada”. Sobre a relevância deste tipo de ação ela reforça: “É importante para criarmos estratégias de mobilização e fidelização do público de cada cidade às obras teatrais e aos espaços culturais que estão nos recebendo. Consideramos mesmo como uma atividade artístico-pedagógica, de fomento à arte e à cultura e de formação de público e plateia. Nossa ideia é criar e fortalecer essas redes de produção e circulação de espetáculos, como uma via de duas mãos. Nós levamos nosso trabalho e contamos com esses parceiros, que futuramente também poderão contar conosco para trazerem para Goiás suas produções.”.

Serviço:

 Quin - 20h - 10 de Maio

Farândola Teatro – Quando se Abrem os Guarda-Chuvas

Sex - 20h - 11 de Maio
Grupo Bastet – A História é uma Istória

Dom - 15h - 13 de Maio
Poesia que Gira Cia de Arte – Rato de Biblioteca

Teatral Grupo de Risco
Rua José Antônio, 2170 – Centro - Campo Grande/MS

[MAIS INFORMAÇÕES]
62 99948-9556 (Plano V Eventos e Cultura - WhatsApp)

Produção Local:

67 99921-6863 (André Tristão)
6799241-6227 (Fernanda Kunzler)


segunda-feira, 16 de abril de 2018

EM FLUXO - REVOLUÇÃO


              Nos dias 16, 18 e 20 de abril o Teatral Grupo de Risco apresenta o espetáculo Revolução em comemoração aos 30 anos do grupo.

 O Espetáculo “REVOLUÇÃO”, estreou em agosto de 2017, é uma adaptação do texto original “A Revolução na América do Sul” (de Augusto Boal), e compõe as apresentações do Projeto “TGR em Fluxo”, aprovado no edital FOMTEATRO/2018, via Secretaria de Cultura e Turismo/SECTUR.  

O espetáculo foi construído coletivamente por meio de um trabalho de pesquisas sobre o teatro do oprimido, teorizado por Augusto Boal. “A Revolução na América do Sul”, foi montado originalmente em 1960, retratava a situação conflituosa no país, no auge da desesperança e repressão política do período. Porém, ainda nos dias atuais, a situação é bastante semelhante, para não dizermos igual. O contexto político entremeia todo o roteiro da adaptação de montagem.

Em ano de eleição, a peça retrata a saga de um operário que busca melhoria de salário e ao conseguir é despedido de seu emprego. Zequinha Tapioca, também operário, tenta organizar uma revolução e se torna um dos candidatos a presidência da república. No país, é ano eleitoral. Conchavos políticos e midiáticos são travados enquanto José da Silva e sua mulher tentam sobreviver e alimentar 11 crianças. Disputa de poder. Miséria. Ganância. O retrato desastroso de uma pátria combalida e conspurcada.

O Teatral Grupo de Risco (TGR) completa neste mês 30 anos de existência, o espetáculo é parte da trajetória de debates do grupo e da ideologia política expressada nos trabalhos. Em cena estão os atores André Tristão, Ewerton Goulart, Yago Garcia e a atriz Fernanda Kunzler, com direção coletiva.

Durante todo o ano, o TGR realizará diversas atividades artísticas potencializando os espetáculos que atualmente compõe o repertório do grupo com intuito de fortalecer o trabalho teatral em Campo Grande e manter a produção cultural na cidade viabilizando o acesso a arte.

Estas apresentações compõe o Projeto TGR em Fluxo aprovado no edital FOMTEATRO 2017 via Secretaria de Cultura e Turismo e Prefeitura Municipal de Campo Grande. TGR em Fluxo compreende 12 apresentações teatrais de 04 espetáculos distintos da companhia, 04 exibições de filmes produzidos pelo grupo, oficinas de iniciação teatral para jovens estudantes do bairro Nova Lima, e o início da sistematização do registro histórico do TGR.

Todas as ações serão revertidas à sociedade, sem cobrança de ingressos ou taxas, para garantir o acesso ao que a própria sociedade investiu.
TGR em Fluxo objetiva manter as atividades culturais do Teatral Grupo de Risco, promover o acesso a cultura e difusão da história de Mato Grosso do Sul, colaborando com o reconhecimento de nossa identidade

APRESENTAÇÕES TEATRAIS:

ABRIL
“REVOLUÇÃO”:

16/04 às 19h - Sarau de Segunda, Praça dos Imigrantes. R. Rui Barbosa, 65 – Centro
18/04 às 13h30 - Teatro de Arena da UEMS, R. Ernesto de Fiori, 101 - Conj. José Abrão
20/04 ás 8h - Escola Padre José Scampini, R. do Pôrto, 220 - Coophavila II

Sinopse:
“REVOLUÇÃO”

Atenção, muita atenção, aviso à população
Revolução, revolução, revolução na América do Sul
Cuidado minha gente! Cuidado minha gente!
Que a revolução vai começar...


A REVOLUÇÃO é um espetáculo de rua com adaptação do texto “A Revolução na América do Sul” (de Augusto Boal). Desenrola a história de um operário que busca melhoria de salário e ao conseguir é despedido de seu emprego. Zequinha Tapioca, também operário, tenta organizar uma revolução e se torna um dos candidatos a presidência da república. No país, é ano eleitoral. Conchavos políticos e midiáticos são travados enquanto José da Silva e sua mulher tentam sobreviver e alimentar 11 crianças. Disputa de poder. Miséria. Ganância. O retrato desastroso de uma pátria combalida e conspurcada. Com irreverência e graça o elenco encena o espetáculo que provoca o riso e a indignação. Revolução, uma peça para rir, refletir e agir.

FICHA TÉCNICA:
Direção: Coletiva – Teatral Grupo de Risco
Produção: Coletiva
Elenco: André Tristão, Ewerton Goulart, Fernanda Kunzler e Yago Garcia
Cenário: Márcia Gomes
Adereços: O grupo
Figurinos: O grupo
Arte visual/Fotos: Helton Perez – Vaca Azul
Texto original: Augusto Boal adaptado pelo Teatral Grupo de Risco
Duração: 55 minutos

INFORMAÇÕES:
Fernanda Kunzler – 9 9241-6227 // 3042 8262 // teatralgrupoderisco@gmail.com

terça-feira, 3 de abril de 2018

CARTA ABERTA PELO DIREITO DOS/AS TRABALHADORES/AS ARTISTAS, TÉCNICOS/AS E MÚSICOS BRASILEIROS/AS

​No dia 26 de abril, o futuro profissional de diversos trabalhadores da Cultura, estará nas mãos deste Supremo Tribunal Federal.

Será julgada uma ação, de natureza constitucional, para definir critérios de regulamentação de diversas profissões vinculadas à Cultura.​

​Em reação, entidades representativas dos diversos segmentos de trabalhadores da Arte reuniram-se em São Paulo, para discutir estratégias de enfrentamento com o objetivo de garantir a valorização profissional em um mercado hostil, que já marginaliza a vida de diversos artistas em uma árdua relação de desigualdade.

​O reconhecimento legal da profissão de Artista, por exemplo, garantido na Lei n° 6.533/78, assim como de Músico pela Lei 3.857/60, são frutos da organização e mobilização das diversas categorias.

​Hoje, a atual controvérsia nasce na alegação da Procuradoria Geral da República de que estas leis contêm vícios de inconstitucionalidade, na medida em que estabelecem a necessidade de diploma ou de certificado de capacitação para registro profissional de Artista.

Entende a PGR que a atividade de artistas, técnicos em espetáculos e músicos não se trata de uma profissão, mas de uma livre manifestação artística.

​Ora, é justamente nesse ponto que surge o retrocesso. Pois a livre manifestação artística não deve ser confundida com o exercício profissional da Arte, quando existe uma relação de trabalho. Tratar a questão no mesmo patamar colabora para a marginalização de profissionais que exercem a Arte como meio de vida, dando tratamento igualitário para situações completamente diversas.

​Quem nunca sofreu preconceito por assumir a Arte como uma profissão? Durante quase 50 anos, Artistas e Técnicos lutam por essa declaração de legitimidade, por um atestado de não marginalidade, pois o exercício artístico profissional, durante muito tempo, é vítima de preconceitos ligados a vadiagem, à prostituição, informalidade, entre outros.

​Por fim, importante ter em mente que a falta do registro profissional dificultará o acesso a muitos benefícios como aposentadorias, auxílios-doença, maternidade e tantos outros. Portanto, negar o registro significa adotar medidas em que a relação de trabalho será disfarçada em livre manifestação artística.

Não podemos permitir esse retrocesso!

SOU ARTISTA, SOU TRABALHADOR!
TENHO DIREITO A UM REGISTRO PROFISSIONAL!!!
NÃO À ADPF 183 E 293
#NÃOÀESCRAVIZAÇÃODOSARTISTAS