segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Teatro trata de um pantanal em desiquilibrio

Um pantanal singular! Quais relações ocorrem neste universo? Para além da exploração turística das belas paisagens naturais, “Guardiões”, um espetáculo teatral, observa o impacto e consequências da ocupação humana tanto no ecossistema, quanto nas relações sócio culturais. 

O espetáculo está em cartaz nesta semana no Teatro Prosa, localizado à rua Anhanduí, 200 - Centro. A apresentação será na quarta-feira (26), às 20h e faz parte da comemoração dos 30 anos do grupo viabilizada pelo Sesc MS. A entrada é gratuita.


As pessoas que habitam desse local possuem uma relação simbiótica com o território e gradativamente, vão sendo expulsos da região. Os personagens sentem-se em desequilíbrio, assim como todo o ambiente, e enfrentam dificuldades com o novo sistema que se estabelece. A nova realidade que se impõe no território, fere as estruturas econômicas e sociais: a falência do seu mundo. 


É uma encenação limpa, seca, que apresenta o modelo de “desenvolvimento” oferecido à nossa sociedade pelo sistema econômico vigente no mundo. O universo abordado é retratado de forma sintética: o cenário virtual, infinito e neutro, as cores só aparecem ao longe. O elenco são personagens que quase se confundem com o cenário, são quase invisíveis, a dureza do território está entranhada em seu modo de ser, de lutar.

Em cena estão André Tristão, Fernanda Kunzler e Yago Garcia, com direção de Roma Román, e dramaturgia de Lu Bigattão, na técnica estão Ewerton Goular e Anderson Lima.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

SHOW 30 ANOS DE RISCO

O Teatral Grupo de Risco (TGR) comemora seus 30 anos de atividades com uma programação repleta de apresentações teatrais que compõe o repertório do grupo. O circuito de apresentações iniciou no último sábado (25), na cidade de Jardim, e vai até 01 de setembro, nos bairros Moreninhas, Tarumã, Cabreúva e no centro de Campo Grande. 

Dois espetáculos de rua estão sendo apresentados: A Princesa Engasgada (Márcia Frederico) há 18 anos em cartaz, traz a história irônica de uma princesa que se engasga com uma espinha de peixe, cenas de violência contra a mulher que são revertidas no decorrer das cenas, a peça tem como base a referência da Comédia Dell’Arte, onde dois atores se transformam em reis, princesas, camponeses, tudo aos olhos do público que participa ativamente de toda a historia. 

O outro é Revolução (Augusto Boal) que trata da saga de um operário que busca melhoria de salário e ao conseguir é despedido de seu emprego, a cena reflete os conchavos políticos e midiáticos com irreverência e graça, reflete o contexto histórico social e político do país. 

O grupo optou por estes dois espetáculos, pois traduzem neste momento, a resistência do grupo e a atual conjuntura local e do país, reflete os aspectos políticos, sociais, culturais e econômicos da sociedade. 

Ainda como parte das comemorações, este ano, diferente dos anos anteriores, o grupo realizará o Show 30 Anos de Risco em frente à sua sede. O evento conta com a participação de diversos artistas locais que estão presenteando o grupo com suas artes. A festança começa às 19h e encerra às 23h30 em frente ao espaço do grupo. 

As apresentações teatrais tiveram o investimento da Secretaria de Cultura e Turismo (SECTUR), Prefeitura Municipal de Campo Grande e Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS). 

O grupo: 
Criado em 1988, o Teatral Grupo de Risco é um dos mais antigos grupos de teatro da cidade e, completa em agosto, 30 anos de caminhada de luta e resistência para permanecer exercendo seu ofício. Esta trajetória está presente nos mais de trinta espetáculos produzidos pelo grupo, entre adultos, infantis e bonecos, além de documentários. Do mesmo modo, a preocupação e consciência de que a arte é instrumento de inclusão social, o levou à realização de quinze projetos culturais sobre meio ambiente, violência contra a mulher, prevenção e saúde para populações de baixa renda, assentamentos rurais e juventude da periferia. Alguns destes trabalhos são reconhecidos nacionalmente como projetos modelos, tais como Prevenindo com Arte e Mulheres em Cena, ambos financiados pela UNESCO e Ministério da Saúde. 

Representou Mato Grosso do Sul e recebeu inúmeros prêmios em festivais nacionais e vem formando uma plateia cativa graças à qualidade de seus trabalhos. Seus espetáculos extrapolam os limites geográficos do país, em palcos e ruas da América do Sul, como Chile, Argentina, Bolívia e Paraguai. 

A trilogia: 
A pesquisa contínua lhe proporcionou a conquista dos principais prêmios teatrais do Estado, e em 2006, graças ao Prêmio Myriam Muniz da Funarte, a montagem do espetáculo “Guaicuru - histórias de admirar”, o segundo da Trilogia sobre a formação histórica e cultural de Mato Grosso do Sul, cujo objetivo é mergulhar no universo sul-mato-grossense, colhendo histórias e relatos sob a ótica do seu povo, mostrando uma história além da oficial. Este espetáculo fez o grupo retomar seu trabalho de pesquisa e experimentações na área do teatro de formas animadas e no que o grupo denomina “hibridismo” de linguagens cênicas e estéticas já que “Guaicuru” explora ainda o teatro gestual e não verbal, cuja dramaturgia fragmentada e não linear segue a tendência das dramaturgias contemporâneas. 

O primeiro espetáculo “Mbureo – a saga dos ervais”, montado em 2004 por meio da Lei Rouanet, resultou de um período longo e intenso de pesquisa que durou cerca de dois anos. Com estas investigações, o grupo obteve um vasto acervo documental, seja bibliográfico e fotográfico, seja de depoimentos de pessoas que conheceram o período denominado ciclo da Erva Mate, para em seguida montar o espetáculo mencionado que contou com a preparação corporal de profissionais de outros Estados. 

O Projeto “Guardiões do Pantanal”, contemplado com o premio Funarte de Teatro Myriam Muniz, Pesquisa Teatral, realizou pesquisa teórica (bibliografia, vídeos, e outras mídias, como também seminários e entrevistas sobre o pantanal sul-mato-grossense, suas histórias, mitos e cultura) seguido de pesquisa prática (experimentações plásticas, estudos de linguagens e busca por dramaturgias contemporâneas). Estas pesquisas e experimentações práticas resultaram na apresentação de um exercício cênico, o qual tinha como foco o Pantanal Sul Mato-Grossense. Em 2013, este trabalho é contemplado no Fundo de Investimentos Culturais/FIC, para que finalmente possa se concretizar a montagem de um espetáculo. 

O Teatral Grupo de Risco acredita que sua trajetória na área de pesquisa e sua preocupação em levar espetáculos que busquem reflexões e novas discussões sobre questões de interesse da sociedade. 

Programação das Apresentações:

“A Princesa Engasgada” (Márcia Frederico)

26/08/2018, às 17h - Festival de Arte e Cultura 2018 - Campus JARDIM e da 1ª Feira Literária de Jardim - Prefeitura Municipal de Jardim;

27/08/2018, às 19h
Local: Sarau de Segunda (Praça dos Imigrantes),

01/09/2018 , às 16h
Local: 14 de Julho “REVIVA”

“Revolução” (Augusto Boal)

25/08/2018, às 19h
Jardim Feira Literária

28/08/2018, às 19h
Local: Moreninha 2

29/08/2018, às 9h
Local: Coophavila 2, 09h SECTUR

30/08/2018, às 20h
Local: Orla Morena


*Entradas gratuitas

Apresentações artísticas no Show 30 Anos de Risco:

- Elânio Rodrigues
- Mariana Peralta
- Anderson Lima
- Slam Campão
- Ewerton Goulart
- Aruan Barcelos
- Slam Camélias
- Dançurbana
- Funk-se: Negritudo FNK
- Imaginário Maracangalha
- Cirandelas
- Thiago e Guilherme Moraes
- Luciano Risalde com “Um pouco de Valentin”
- Jorge Barros
- Núcleo Jair Damasceno – “Quem tem medo do Comunismo?”
- Feira Bolívia - dança

Endereço: Teatral Grupo de Risco, rua José Antônio 2170 – Jd Brasil, fone: 3042 8262

Contato:
Fernanda Kunzler – teatralgrupoderisco@gmail.com // 99241 6227 // 3042 8262

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Teatral Grupo de Risco e Circo do Mato se apresentam em Jardim

Entre 22 e 26 de agosto acontece em Jardim (MS), 3ª Edição do Festival de Arte e Cultura do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) e a 1ª Feira Literária do Município. Na programação consta uma diversidade de atrações culturais abertas ao público gratuitamente.


Nesta sexta (24), o grupo Circo do Mato (Campo Grande), se apresenta às 20h no Centro de Convenções de Jardim, abrindo a 1ª Feira Literária que homenageia o poeta Emmanuel Marinho. No sábado e domingo (25 e 26), o Teatral Grupo de Risco, que essa está em semana de comemoração ao aniversário de 30 Anos, se apresenta com dois espetáculos: "Revolução" (Augusto Boal) no sábado e "A Princesa Engasgada" (Márcia Frederico), no domingo, encerramento do evento.

O final de semana está repleto de atividades como contação de histórias, roda de conversa cultural, apresentação do teatro, o 2º Festival de Pipas da Paróquia Santo Antonio e o 1º SLAM JD – Campeonato de Poesia Falada de Jardim, troca de livros e atividades recreativas para crianças, além do Sarau Cultural do projeto “Família na Praça”. 

O evento é uma realização do IFMS, em parceria com a Prefeitura Municipal de Jardim.

Dos Espetáculos:



Os Corcundas (Circo do Mato)

Uma pantomima que conta a saga de dois corcundas errantes: ele, o Corcunda, simpático, feio e puro! Como um cão, tenta ser amigo, mas, tem medo dos homens! Ela, a Corcunda, é feia e brincalhona. Esperta como um macaco, não percebe a opinião ou lógica das pessoas. Depois de caminharem pelo mundo, sem nada para vender ou comprar, são arrebatados por um amor sincero, avassalador, verdadeiro, engraçado e puro. Um espetáculo que diverte e emociona!

Ficha Técnica
Texto, dramaturgia e direção - Breno Moroni
Atuam - Luciana Kreutzer e Mauro Guimarães
Figurino e material Cênico - Circo do Mato
Produção executiva, , operação de som e luz - Laila Pulchério
Fotografia - Larissa Pulchério e Laila Pulchério



 Revolução (Augusto Boal) - Teatral Grupo de Risco


A REVOLUÇÃO é um espetáculo de rua com adaptação do texto “A Revolução na América do Sul” (de Augusto Boal). Desenrola a história de um operário que busca melhoria de salário e ao conseguir é despedido de seu emprego. Zequinha Tapioca, também operário, tenta organizar uma revolução e se torna um dos candidatos a presidência da república. No país, é ano eleitoral. Conchavos políticos e midiáticos são travados enquanto José da Silva e sua mulher tentam sobreviver e alimentar 11 crianças. Disputa de poder. Miséria. Ganância. O retrato desastroso de uma pátria combalida e conspurcada. Com irreverência e graça o elenco encena o espetáculo que provoca o riso e a indignação. Revolução, uma peça para rir, refletir e agir.

FICHA TÉCNICA:
Direção: Coletiva – Teatral Grupo de Risco
Produção: Coletiva 
Elenco: André Tristão, Ewerton Goulart, Fernanda Kunzler e Yago Garcia
Cenário: Márcia Gomes
Adereços: O grupo
Figurinos: O grupo
Arte visual/Fotos: Helton Perez – Vaca Azul
Texto original: Augusto Boal adaptado pelo Teatral Grupo de Risco
Duração: 55 minutos


A Princesa Engasgada (Márcia Frederico) Teatral Grupo de Risco

Uma história irônica de uma princesa que se engasga com uma espinha de peixe e o rei determina que seja encontrado um médico para curar sua filha. Uma camponesa cansada apanhar do marido, resolve se vingar e diz ao fidalgo que ele é médico, mas só trata seus pacientes quando apanha. O camponês, sem direito de recusa, é levado ao rei e assim começa seu castigo. Com suas peripécias consegue ganhar a simpatia do rei. 
Tendo como referência a Comédia Dell’Arte, dois atores se transformam em reis, princesas, camponeses, tudo aos olhos do público que participa ativamente de toda a historia. O espetáculo resgata o clima da Idade Média, quando as companhias cênicas viajavam pelo interior dos países europeus apresentando suas peças em carroças. 

Confira a programação:
Assessoria Teatral Grupo de Risco
Fernanda Kunzler 

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Seminário Arena Aberta


Encontro imperdível!!! Poéticas fora das linhas e contornos da cidade .Outra poesia é possível! Arena é Aberta!


terça-feira, 10 de julho de 2018

TGR apresenta Mito do Mato

Neste dia 10 e 11 de julho o Teatral Grupo de Risco apresenta o espetáculo “Mito do Mato”, de Virginia Lúcia Menezes, em comemoração aos 30 anos do grupo. A apresentação faz parte do Projeto TGR em Fluxo, aprovado no edital FOMTEATRO/2017, via Secretaria de Cultura e Turismo/SECTUR. 

Mito do Mato traz a história sobre a divisão dos estados MS e MT, faz um recorte temporal colocando em jogo as relações de poder e as disputas pelos interesses divisionistas e da unidade. De um lado os homens das letras, do outro, os homens do progresso, travam a contenda pela divisão e unificação, controlando os destinos do estado. 

O espetáculo estreou em 2013 e compõe o repertório do grupo que trata sobre as questões históricas, identitárias e culturais de Mato Grosso do Sul. Dentro do processo de trabalho do grupo, neste ano, a peça, passou por algumas adaptações. Em cena estão André Tristão, Yago Garcia, Ewerton Goulart e Fernanda Kunzler que narram o contexto político e o território de disputa ignorando o povo enquanto sujeito. 

Desde janeiro o TGR realiza diversas atividades artísticas potencializando os espetáculos que atualmente estão em seu repertório com intuito de fortalecer o trabalho teatral em Campo Grande e manter a produção cultural na cidade viabilizando o acesso a arte. 

TGR em Fluxo objetiva manter as atividades culturais do Teatral Grupo de Risco, promover o acesso a cultura e difusão da história de Mato Grosso do Sul, colaborando com o reconhecimento de nossa identidade 

APRESENTAÇÕES TEATRAIS:

JULHO

“MITO DO MATO”:

- Terça-feira 10/07 - Escola Lina Vilachá, Nova Lima, às 19h30

- Quarta-feira 11/07 - Maria Constança Machado, 9h20

                       11/07 - Manuel Bonifácio Nunes da Cunha, Tarumã, 13h30

Sinopse 

MITO DO MATO 

Conterrâneos! O Mito do Mato é um espetáculo de rua que resgata a história do processo de divisão do estado do Mato Grosso, até então, uno. A encenação revela os interesses pela divisão da considerada ‘Terra Mãe’ das minas de ouro e diamantes, e a criação de um novo Estado, o Campo do Mato e seus celeiros de fartura. 

A história faz um recorte temporal colocando em jogo as relações de poder e as disputas pelos interesses divisionistas e da unidade. De um lado os homens das letras, do outro, os homens do progresso, travam a contenda pela divisão e unificação, controlando os destinos do estado. 

Nesta saga, mulher, índio, servo, criado, súdito, trabalhador, filhos e irmãos, não tem voz! Pois nenhum direito lhes foi dado ou escrito na história fora da querência dos senhores do poder. 

E a seriema? Com quem fica? 

O texto é inspirado na tragédia grega “Os sete contra Tebas” (de Ésquilo) e de estudos e pesquisas (jornais, depoimentos, literatura e documentários) do Teatral Grupo de Risco, escrito por Virginia Fonseca. 

FICHA TÉCNICA:

Direção: Coletiva – Teatral Grupo de Risco/Márcia Gomes
Produção: Fernanda Kunzler
Elenco: André Tristão, Ewerton Goulart, Fernanda Kunzler, Roma Román e Yago Garcia
Preparação de voz: Ewerton Goulart
Preparação corpo: o grupo
Maquiagem: André Tristão
Composição música “Boi”: Arce Correia
Música Siriema: Mario Zan e Nho Pai
Cenário: Márcia Gomes
Adereços: O grupo
Figurino: O grupo
Texto: Virginia Menezes
Duração: 40min
Arte visual/Fotos: Helton Perez – Vaca Azul

INFORMAÇÕES:

Fernanda Kunzler – 9 9241-6227 // 3042 8262 // teatralgrupoderisco@gmail.com

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Navegantes estreia nesta segunda-feira


O espetáculo Navegantes tem sua estreia marcada para a próxima segunda-feira (dia 09 de julho). A peça é uma montagem da Florescer do Cerrado, com texto e direção de Lú Bigatão Rios, viabilizada por meio do Fomento ao Teatro (FOMTEATRO/2017), Secretaria de Cultura e Turismo e Prefeitura de Campo Grande. Serão 05 apresentações que percorrerão escolas públicas e praças de Campo Grande, gratuitamente. No elenco Eros Rios e Fernanda Kunzler e música ao vivo com Gustavo Vargas, responsável pela criação da trilha sonora. Anderson Bosh assina a direção de arte e Wilson Motta a confecção dos bonecos e cenário. 

Navegantes é um espetáculo de bonecos que faz um passeio por riachos, rios e mares, mostrando a vida debaixo da água, com todos seus encantos e problemas. A peça é narrada sob o ponto de vista dos animais, destacando como a degradação ambiental afeta suas vidas. Os personagens são peixes, jacaré, ariranha, cobra, sapo e também seres mitológicos, que fazem parte da cultura regional, além de animais marinhos como baleia, tubarão e cavalo marinho. O trabalho mostra a luta desses animais para sobreviver com desaparecimento das matas ciliares, o assoreamento, poluição, pesca predatória, excesso de lixo, falta de saneamento básico. Navegantes é um grito de alerta para a preservação de nossas águas. 

Sinopse 

O espetáculo conta as aventuras de Douralis, uma peixinha muito curiosa, que decide deixar o pantanal para conhecer o mar. Ela viaja com Jacaléguas, seu melhor amigo. Mas o jacaré, inseguro e medroso, desiste da viagem. Sozinha na imensidão das águas, Douralis vai viver muitas experiências! Vai se divertir, fazer novas amizades e descobertas, mas também vai enfrentar muitos perigos. Vencendo seus medos, ela vai amadurecer e perceber melhor o ambiente ao seu entorno. Uma metáfora às relações internas de cada ser humano. 



Serviço: 
Agenda de apresentações: 

Dia 09 de julho, segunda-feira, às 15h30 - Local: Escola Municipal Ernesto Garcia, Rua Dr. Alfredo Aurélio de Castro, 748 - Vila Eliane 

Dia 12 de julho, quinta-feira, às 10 horas - Local: Escola Municipal Iracema Maria Vicente, Rua Rotterdan, 2.053 - Rita Vieira III 

Dia 12 de julho, às 15h30 - Local: Escola Municipal Danda Nunes, Rua Caliandra, 225 - Vivenda do Bosque 

Dia 16 de julho, segunda-feira, às 19h30- Local: Praça dos Imigrantes, Rua Rui Barbosa, 65 – Centro 

Dia 19 de julho, quinta-feira, às 19h30 - Local: Teatro de Arena Orla Morena, Av. Noroeste, s/nº - Cabreúva 

Todas as apresentações são gratuitas. 

Ficha Técnica: 
Texto e direção: Lu Bigatão Rios 
Elenco: Fernanda Kunzler e Eros Rios 
Produção: Fernanda Kunzler e Lú Bigattão 
Direção de cena e Preparação de elenco: Yago Garcia 
Direção Musical: Gustavo Vargas 
Direção de Arte: Anderson Bosh 
Confecção de Bonecos e Cenário: Wilson Motta 
Fotos e Designer gráfico: Helton Perez/Vaca Azul 
Costureiras: Fátima Antônia da Silva e Maria Aparecida da Silva 

Do Grupo: 

FLORESCER DO CERRADO 

A Florescer do Cerrado foi criada em 2008, mas a equipe trabalha junto há mais de 20 anos. Uma trajetória de muita pesquisa e aprendizado. A grande paixão do grupo são os bonecos. Nas diversas montagens, foram desenvolvidas diversas técnicas: bonecos de mão, de luva, de manipulação direta, articulados e de sombras chinesas. Montou diversos espetáculos em sua caminhada, a maioria com temática ambiental, entre eles: 

QUEIMADA É FOGO, montagem de 2008 com os Florestinhas, foram cerca de 50 apresentações. 

GUARIBINHA E SUA TURMA, montagem de 2008 está em cartaz até hoje. Nesses 10 anos já foram feitas mais de 300 apresentações, para mais de 200 mil estudantes. 

PREVINIR É MELHOR QUE REMEDIAR, usou a técnica de bonecos de manipulação direta e fez muito sucesso com público adulto abordando prevenção de DST-Aids. 

AS AVENTURAS NO MUNDO ENCANADO, acontece no mês de outubro desde 2013, com 120 apresentações e mais de 25 mil espectadores. 

DEDO VERDE é um espetáculo de formas animadas e usa bonecos, sombras, luz negra e sombra chinesa. Está em repertório e faz uma releitura da obra O menino do dedo verde. 



Contatos: 
Lú Bigattão – 9 9221 6057 
Fernanda Kunzler – 9 9241 6227


segunda-feira, 4 de junho de 2018

"Guardiões" em curta temporada no Circo do Mato

Dando continuidade a etapa curtas-temporadas do projeto Um Ciclo de Vida - Percursos e Percalços, o Circo do Mato oferece agora o espetáculo "Guardiões" do Teatral Grupo de Risco de Campo Grande. A proposta desta etapa - curtas temporadas - é oferecer ao público, diferentes espetáculos produzidos por grupos da capital, onde pode-se observar os diferentes olhares e linguagens de cada companhia, onde cada uma, do "seu jeito", apresenta ao público seu fazer teatral.
Ao término do projeto o grupo manterá apresentações periódicas em sua sede, com espetáculos próprios ou não; e para o melhor conforto do público, o Circo do Mato equipou-se com arquibancada e cadeiras, além de um charmoso Barzim.
O projeto foi aprovado pelo edital FOMTEATRO 2017 - SECTUR e Prefeitura Municipal de Campo Grande e está sendo realizado pelo Circo do Mato desde o início do ano, com outras ações paralelas.
Já se apresentaram em curta temporada: Circo do Mato com o espetáculo "Os Corcundas", Ubu Grupo de Artes Cênicas com "Uma Moça da Cidade" e Núcleo Jair Damasceno com "Salomé F.P."; em junho o Teatral Grupo de Risco apresenta "Guardiões, Julho ficará por conta do Imaginário Maracangalha com "Sinhá Rosinha" e agosto o Grupo Casa apresenta "Romeu e Julieta".

Da concepção do espetáculo 

Guardiões, compõe uma trilogia pensada pelo grupo. Iniciou-se em 2008. Antes da pesquisa sobre o pantanal, o TGR, produziu outros dois espetáculos: Mbureo – A saga dos Ervais que traz a questão sobre o exploração da erva mate, e consequentemente parte da história do estado; E, Guaicuru – Histórias de Admirar, que retrata parte da guerra do Paraguai, a divisão de terras, a exploração do trabalho, um pouco da história dos índios cavaleiros, Kadweus. Para compor um ciclo da pesquisa envolvendo as questões históricas, culturais e sociais de Mato Grosso do Sul, entrarmos no universo pantaneiro.



Foto: Helton Perez


Trajetória

Recebeu o Prêmio Miryan Muniz de Teatro em 2008 para desenvolvimento de sua pesquisa, e foi montado por meio do Fundo de Investimentos Culturais de Mato Grosso do Sul (2013/2014). Percorreu as cidades de Campo Grande, Terenos, Rochedo, Ivinhema por meio do
Circuito Sul-Mato-Grossense de Teatro/2015; Apresentou-se na Mostra Boca de Cena/2017, e no espaço do Teatral Grupo de Risco.

Sinopse

A encenação apresenta um pantanal sui generis, provocando questionamentos na plateia. Os habitantes possuem uma relação simbiótica com o território que habitam e que, gradativamente, vão sendo expulsos da região. Os personagens sentem-se em desequilíbrio, assim como todo o ambiente, e enfrentam dificuldades com o novo sistema que se estabelece.
É uma encenação limpa, seca, que apresenta o modelo de “desenvolvimento” oferecido à nossa sociedade pelo sistema econômico vigente no mundo. O universo abordado é retratado de forma sintética: o cenário virtual, infinito e neutro, as cores só aparecem ao longe.
Os atores são personagens que quase se confundem com o cenário, são quase invisíveis, a dureza do território está entranhada em seu modo de ser, de lutar, possuem uma simbiose bem peculiar e, ora animais, ora homens, vivem nesse cenário chamado pantanal, muito embora o tema tratado seja sério, há momentos lúdicos, delicados e também com toques de ironia e sátira.

Ficha Técnica
Direção: Roma Román
Dramaturgia: Lú Bigattão
Produção: Fernanda Kunzler
Elenco: André Tristão, Fernanda Kunzler e Yago Garcia
Preparação de elenco: Leandro Melo
Cenografia: Márcia Gomes
Vídeo cenário: Maíra Espindola e Rafael Mareco
Ilustrações: Rubén Dario Román Añez
Iluminação: Anderson Lima
Fotos: Helton Perez
Duração: 45 minutos

SERVIÇO
Espetáculo "Guardiões" - TGR
Local: Circo do Mato - Rua. Tonico de Carvalho 263 - Bairro Amambaí - CG/MS
Datas: 8, 9 e 10 de junho de 2018
Horário: 19h
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
Indicação: maiores de 14 anos
Lotação limitada