quinta-feira, 13 de setembro de 2012

MINISTRA APROVA EMENDA PARA CULTURA



Na véspera de tomar posse como ministra da Cultura, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) conseguiu aprovar emenda à Constituição que cria o Sistema Nacional de Cultura. Relatora da proposta, a senadora negociou a aprovação da emenda em dois turnos de votação, que será promulgada nos próximos dias pelos presidentes da Câmara, Marco Maia (PT-RS), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Foram feitas oito "sessões relâmpago", que duraram menos de meia hora, para que a emenda fosse aprovada. 

"Agradeço de coração a unanimidade dos votos. Acho que essa é minha última fala no Senado", disse Marta. A emenda chegou ao Senado em julho, depois de aprovada na Câmara, e teve sua votação acelerada depois da indicação de Marta para a pasta da Cultura. "Fiz o acordo de suspensão de prazos para a aprovação da emenda antes de ser indicada para a Cultura" afirmou a senadora, que não alterou a proposta aprovada na Câmara. 


A emenda prevê a ampliação progressiva de recursos para a área de cultura. "A emenda não dá dinheiro para a cultura, mas agiliza a liberação de recursos para os municípios e Estados", explicou Marta. Pela emenda, o sistema vai garantir a continuidade das políticas públicas na área cultural. Vários pontos da proposta terão, no entanto, de ser regulamentados por projetos de lei, antes de entrar em vigor.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

11th BIENAL DE TEATRO DE MS APRESENTA EXTENSA PROGRAMAÇÃO ESTA SEMANA COM APOIO DO FIC/MS

Campo Grande (MS) - Com apoio do Fundo de Investimentos Culturais da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, acontecem de 12 a 16 de setembro em Campo Grande os espetáculos, oficinas, mostras, conferências e apresentações da segunda edição da Bienal de Teatro. Mais de 30 atrações esperam pelo público em ruas, teatros e espaços públicos. 

Em sua primeira edição, a Bienal incluiu e desenvolveu as potencialidades dos espetáculos, com os holofotes voltados aos grupos do interior de Mato Grosso do Sul. A segunda edição vai além. O objetivo é aproximar o que é produzido e discutido nos centros culturais do Brasil, alinhando o pensamento da classe artística de Mato Grosso do Sul com o que é moderno e contemporâneo.

Confira a programação:

Espetáculos

12 de setembro - Abertura da Bienal

Preferiria Não?, com Denise Stoklos (SP)

Teatro Aracy Balabanian (R$ 10,00 e R$ 5,00) - Horário: 20 horas

O espetáculo de Denise Stoklos “Preferiria Não?” tem o texto de Herman Melville do seu livro “Bartleby, o Escriturário”. A dramaturgia que transformou o livro em teatro foi desenvolvida dentro da estrutura da “fita de Möbius”, do matemático August Ferdinand Möbius, figura que o psicanalista Jacques Lacan toma emprestado para enunciar quando a parte de fora e a parte de dentro de uma fita são contínuas, (em quebra de lógica ótica, em quebra de lógica linear) para demonstrar (devido a esta figura onde “o de fora” se faz perfeita continuidade “do de dentro” e “o de dentro” se faz também exata continuidade “do de fora”, pelo artifício de fazer uma dobra em uma fita qualquer e depois fechar o círculo com esta fita que se torna “meio de fora” e “meio de dentro” sempre contínua). A montagem inicia e acaba com a atriz engajada no “perpétuo movimento do mundo” – entra ação, sai ação, entra história, muda história, e o movimento do mundo permanece, fazendo-se presente alem de primeira imagem também como última imagem do espetáculo. Capa e contracapa da performance.



13 de setembro

Solo (Não Só), com Mercado Cênico (MS)

Teatro Aracy Balabanian (R$ 10,00 e R$ 5,00) - Horário: 20 horas

O espetáculo de Patrycia Andrade, “Sólo, não Só”, é uma construção dramatúrgica que traz como base a inspiração poética de Edson Marques e Patrícia Sampaio. A atriz em sua cotidiana existência no momento contemporâneo, ao som do violino, traz o universo particular de uma personagem em que o público será testemunha da vertigem onde o seu inconsciente revela-se em uma pequena sala enquanto aguarda seus convidados para a cerimônia. Ela sutilmente retoca seu batom vermelho quando é inundada por pensamentos insanos com Nietzsche e Almodóvar.

14 de setembro

Sem Cerimônia, com Conectivo Corpomancia (MS)

Avenida Afonso Penna (gratuito). Horário: 16 horas.

“Sem cerimônia – ser cidade” tem como intérpretes criadores Franciella Cavalheri, Marcos Mattos, Paula Bueno, Renata Leoni e Yan Chaparro, do Conectivo Corpomancia. As intervenções acontecem pelas ruas da cidade sem aviso prévio e começam tranquilas com caminhadas e movimentos simples, depois se transformam em movimentos mais elaborados. A intenção é provocar um ruído no cotidiano urbano e chamar atenção para as questões do corpo.

14 de setembro

Sobre Trutas, Cibalenas e Olhares, com BR S.A (DF)

Teatro Aracy Balabanian (R$ 10,00 e R$ 5,00), às 20 horas.

O espetáculo apresenta o jogo entre o conto Olhar, de Rubem Fonseca, que foi o mote para a criação cênica e os desejos dos intérpretes da companhia. O conto retrata a vida de um escritor em estado contemplativo que, em um surto de inanição e por sua serviçal, concebe um poema visceral e escatológico. Auxiliado por um médico que lhe provoca a gula, o escritor recupera o ritual primitivo de se alimentar ao descobrir a relação harmônica e catártica entre os sujeitos alimento e homem. Acrescenta-se ainda, os olhares pessoais do elenco, que trazem questões como as escolhas do fazer teatral, a definição de clássico, os recursos tecnológicos, as paixões, os prazeres e os sonhos dentro e fora do universo literário de Rubem Fonseca, fazendo do espetáculo uma tragicomédia inteligente, dinâmica, instigante e saborosa.

15 de setembro

MaKunaima na terra de Pindorama, com Teatro que Roda (GO)

Avenida Afonso Penna (gratuito), às 17 horas.

A rua é um lugar propício para o jogo do teatro, não porque seja um espaço hospitaleiro, mas, justamente porque é um espaço que implica em riscos, que desafia os artistas a inventar novas lógicas do uso da cidade. Atuar na rua é dialogar com as mais diversas demandas daqueles que habitam esse espaço público. É também interferir na ordem do funcionamento desse lugar, modificando seus fluxos, e ampliando suas possibilidades lúdicas. A encenação de “MaKunaíma na Terra de Pindorama” é uma experimentação com esse jogo. A idéia é de interferir nas frestas dos fluxos da rua, propondo que o espectador acompanhe os atores em uma espécie de brincadeira ao redor de tipos que pertencem às ruas, avenidas e praças do Brasil.

15 de setembro

Inocência, com Conectivo Corpomancia (MS)

Teatro Aracy Balabanian (R$ 10,00 e R$ 5,00), às 20 horas.

O espetáculo de dança parte do olhar de três intérpretes com experiências distintas que se relacionam através da dança com os temas despertados por uma leitura atual do livro “Inocência”. Renata Leoni, bailarina e produtora de dança, que volta aos palcos depois de 12 anos, Camila Emboava, bailarina e jornalista, em seu primeiro trabalho com dança contemporânea e Guilherme Leoni, ilustrador e filho de Renata, pela primeira vez no palco. Publicado em 1872, o livro foi um marco do romance regionalista brasileiro e pode-se dizer que é o romance símbolo de Mato Grosso do Sul. O livro foi escrito a partir de uma viagem do autor pela região e tem grande importância na literatura nacional por retratar o sertão brasileiro de forma realista.

16 de setembro

Maria, Madalena (MS)

Teatro Aracy Balabanian (R$ 10,00 e R$ 5,00), às 18 horas.

Três intérpretes-criadoras de Campo Grande, Franciella Cavalheri, Miriam Gimenes e Roberta Siqueira, mediadas por Chico Neller, diretor e coreógrafo da Ginga Companhia de Dança, tratam de questões do feminino, tendo com ponto de partida os símbolos, a Virgem Maria e Maria Madalena. Maria, Madalena, separada conscientemente por uma vírgula, vem questionar os polos que a mulher vive na sociedade atual.

16 de setembro

Encerramento da Bienal - Vozes Urbanas, com Teatro Para Alguém (SP)

Lendas Pub (R$ 10,00 e R$ 5,00), às 19 horas.

Uma prostituta entra num carro onde o cliente nada fala, e o silêncio vai incomodando-a. No trajeto, ela tenta manter um assunto com o cliente que permanece em silêncio o tempo todo, e nisso a prostituta vai revelando suas particularidades diante de sua profissão, suas revoltas, enfim sua vida, uma saga humana aparentemente desprezível mas na realidade hercúlea. Sua vivência na noite a permite colocar em questionamento todas as máscaras de felicidade que são vendidas pela mídia para justificar vidas vazias e terrivelmente tristes. Um cliente num bar deserto na calada da noite invadindo o bar pronto para fechar, sendo arrumado pelo empregado/garçom. No inicio o cliente busca apenas algumas doses de uísque para refrescar seu final de um longo dia de trabalho. Aos poucos, vemos o cliente propor um jogo perigoso ao garçom, que se vê subitamente numa situação sem saída. "Vozes Urbanas", como o próprio título já sugere, são vozes dissonantes que ecoam na cidade e sua urbe, vozes ao mesmo tempo pessoais e coletivas, solitárias e universais, que desaparecem sufocadas diante da vibração constante e infinita da imensa cidade. Nos dois textos, o público fica isolado do local da ação principal, sozinho como os personagens solitários que vagam pela noite. Seja no quarto da prostituta, seja na cozinha do bar decrépito, seja em suas casas cada um em seu computador, são seres esquecidos da encenação, tão marginalizados quanto os personagens perambulando pela cidade com suas próprias questões existenciais, em seus monólogos surdos, cada um contribuindo à sua criação das Vozes Urbanas.

O espetáculo será transmitido ao vivo pela internet no sitewww.teatroparaalguem.com.br.



Conferências gratuitas:



13 de setembro

Conferencia com La Mínima: Os palhaços do grupo La Mínima

Museu da Imagem e do Som, das 9h às 11 horas.

13 de setembro

Conferencia com Conectivo Corpomancia: Por uma porção hibrida em dança contemporânea

Museu da Imagem e do Som, das 9h às 11 horas.

15 de setembro

Conferencia com Teatro para Alguém: A Encenação, a Direção e a Fotografia em Conexão às Novas Mídias

Centro Cultural José Octávio Guizzo, das 15h às 17 horas.

Mostra de Processos Artísticos: (gratuito)

12 de setembro

Trio de Tantas – 16 horas - Camelódromo

Tantas coisas, tantos jeitos, tantas pessoas, tantos pensamentos, tantos trabalhos, tantos contextos, tantas lutas, tantas dores, tantos amores, tantas afinidades... Assim se formou o grupo Trio de Tantas. Buscando o lugar do encontro e da arte para a reflexão crítica e poética, Christiane Araújo, Gabriela Salvador e Juliana Gurgel se unem com a proposta de dialogar com o entorno através da dança, do teatro, da performance, da intervenção e da arte. A proposta é desenvolver intervenções e performances urbanas/sociais por todo o Brasil, a fim de trazer a reflexão do que fazer, para que(m) falar e como produzir arte na atualidade.



16 de setembro

Ginga em processo com “Estudos de Superfície” – 9h às 16 horas – Centro Cultural José Octávio Guizzo

No estilo ensaio aberto, a mostra de processo é uma oportunidade de estabelecer contato com o público e promover trocas entre espectadores e bailarinos. Na mostra, os intérpretes-criadores vão revelar o andamento da construção do novo espetáculo da Ginga – “Estudos de Superfície” - que está em processo de criação. O espetáculo é resultado do projeto 1, 2, 3... 25 anos da Ginga Companhia de Dança, aprovado pelo prêmio Klauss Vianna 2011 da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Classificação livre.



Workshops



11 de setembro

Workshop com Denise Stoklos: Introdução ao Ator Essencial

Centro Cultural José Octávio Guizzo, das 16h ás 21 horas



13 de setembro

Workshop com Denis Camargo: Improvisando com temas

Centro Cultural José Octávio Guizzo, das 14h às 18 horas



14 de setembro

Workshop com Teatro que Roda: O ator em teatro invasão

Centro Cultural José Octávio Guizzo, das 14h às 18 horas



Mostra Videoarte: "8 olhos e 4 olhares"

10 a 14 de setembro, das 8h as 17 horas, gratuito no Museu da Imagem e do Som

Com Helton Perez, Essi Rafael, Gabi Dias e Paula Bueno



Cine Teatro: (de 10 a 14/09 sempre as 19h no MIS, gratuito)



10 de setembro: “Édipo Rei”, peça de Sofócles, filme de Pier Paolo Pasolini

Sinopse: O filme começa em uma pequena cidade no norte da Itália. No campo, junto com algumas amigas, uma mãe amamenta seu filho, mas, por um breve instante, o pânico invade seus pensamentos. Em casa, o pai do menino teme que ele assuma seu lugar na vida e no coração da mãe. À noite, depois de uma festa, os pais dormem em um quatro. O menino repousa em outro. O pai acorda, vai ao quarto ao lado e tenta enforcá-lo. A cena se transfere para a Grécia Antiga, onde se passa originalmente a tragédia de Sófocles. Ali, o oráculo de Delfi prevê: se Laio, rei de Tebas, gerar um filho, esse o matará.



11 de setembro: “Eles não usam black tie”, peça de Gianfrancesco Guarnieri, filme de Leon Hirszman

Sinopse: Operário engravida a namorada e resolve se casar. Paralelamente, a empresa que ele trabalha entra em greve, quando ele resolve furar o movimento para garantir o emprego, entrando em embate com seu pai, que é o líder do movimento.



12 de setembro: “Romeu e Julieta”, peça de Willian Shakespeare, filme de Baz Luhrmann

Sinopse: Nesta versão para os dias de hoje da peça de Shakespeare o cenário é Verona Beach. Os Capuleto e os Montéquio, duas famílias que sempre se odiaram, têm rixas sem cessar, mas isto não impede que Romeu (Leonardo Di Caprio), um Montéquio, se apaixone pela bela Julieta (Claire Danes), uma Capuleto. Entretanto, uma apresentadora de televisão anuncia que este amor profundo acabará gerando trágicas consequenciais, em virtude desta insana rivalidade familiar.



13 de setembro: "Bodas de Sangue", peça de Federico Garcia Lorca, filme de Carlos Saura

Sinopse: Utilizando como pano de fundo o flamenco, o filme mostra um casal apaixonado de dançarinos, impedidos de ficar juntos, pois ela está de casamento marcado com outro homem.



14 de setembro: "Hamlet", peça de William Shakespeare, filme de Franco Zeffirelli

Sinopse: Hamlet (Mel Gibson), Príncipe da Dinamarca, retorna ao seu país-natal quando seu pai, o rei, morre. Ao chegar, já encontra sua mãe (Glenn Close) casada com seu tio (Alan Bates), que se tornara rei. Mas logo o fantasma do pai de Hamlet surge e conta ao filho que seu tio e sua mãe o tinham assassinado. Hamlet passa então a ser atormentado pela decisão de vingar a morte do pai ou ter uma atitude passiva em relação ao fato.



Show - Lilian Maira e Os Caramujos em Girem os Sóis

16 de setembro, 20h30, no Rockers Bar (R$ 10,00 e R$ 5,00)

Um show de comemoração às flores e coisas simples da vida. Acompanhada dos ''caramujos'' Chicão Castro, Marco Lopes, Ricardo Maissato, Gabriel de Andrade, Vladimir Barbosa e convidados o público da boa música sul-matogrossense já pode esperar pelo espetáculo denominado ''Girem os Sóis" com grande empolgação. Aqui, nesse caso ''tudo são flores sim!" Lilian que vem se achegando aos poucos na cena musical de Campo Grande com seus shows diversificados explorando a leveza das cantigas de roda, passando por clássicos da mpb, do reggae e de suas músicas autorais começou a se apresentar ainda com 12 anos de idade em palcos da capital, e solta a voz e a emoção em Girem os Sóis, um show esperado e imperdível.



Serviço: Os ingressos custam R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia). O Passaporte para os 6 espetáculos pode ser adquirido por R$ 40,00. Combo para os 6 espetáculos + uma camiseta por R$ 60,00. Outras informações no site www.bienaldeteatro.com.br.



Márcio Breda

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Companheiras do movimento de mulheres Parceiros e parceiras das lutas contra a violência

No dia 7 de agosto marcamos mais um ano da Lei Maria da Penha. Estamos nos somando a diversas iniciativas para tentar fazer desta data um dia forte de denúncias sobre a gravidade da violência contra as mulheres no Rio Grande do Sul e no Brasil. 
O assassinato da enfermeira Marcia Calixto e de seu filho Mateus é um exemplo vivo para nós de que a violência está muito próxima, de quem ameaça mata, que o medo paralisa. E depois de mortas, as mulheres ainda são julgadas e os assassinos obtém meios para não ser devidamente punidos, como é o caso em tela, em que o homicida já está no Instituto Psiquiátrico Forense.
Esta e centenas de outras mortes, assim como todas as violências contra as mulheres devem ser denunciadas e punidas, assim como devemos lutar pelas políticas de prevenção à violência. 
No dia 7, terça-feira, a partir das 11 horas estaremos no Largo Glenio Peres.
Cada uma de nós pode contribuir para que esta atividade tenha o peso necessário. 
Estamos levando faixas, vamos com as nossas camisetas, nossos materiais, e acima de questões que possam nos separar, temos que nos unir para dar um basta à violência contra as mulheres.
Venha participar. 
Campanha Ponto Final na Violência Contra Mulheres e Meninas


Telia Negrão
Coletivo Feminino Plural
Rede Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos
Rede de Saúde das Mulheres Latinoamericanas e do Caribe - RSMLAC

Av. Salgado Filho, 28, cj 701 - POA/RS - Brasil 
Fones 55 51 32124998 - 32215298 - 81003878 - Facebook telia negrao - Skype telia.negrao

quarta-feira, 18 de julho de 2012

É um país novo e ninguém pode negar!

           
      Como compôs Ari Barroso, Brasil, meu Brasil brasileiro (...) / Esse Brasil lindo e trigueiro / É o meu Brasil Brasileiro (...) / Brasil, colorido e festeiro, de uma “geração de brasileiras e brasileiros, lúcidos e espiritualizados”, disse o ator Marcos Frota na abertura da 9ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Com este sentimento de pertencimento, a abertura da conferência foi prestigiada pela Secretária Nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário; pelo presidente do STF, ministro Ayres Brito; ministra Tereza Campelo, ministro Alexandre Padilha e outros.

      A conferência foi realizada pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), ente os dias 11 a 14 de julho, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Foi organizada em cinco eixos estratégicos, sendo eles a promoção dos direitos de crianças e adolescentes; a proteção e defesa dos direitos; o protagonismo e participação de crianças e adolescentes; o controle social da efetivação dos direitos; e a gestão da Política Nacional dos Direitos de Crianças e Adolescentes.

        O encontro teve como objetivo “mobilizar os diversos atores do sistema de garantia de direitos e a população em geral para implementar e monitorar a Política Nacional e o Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes”. Participaram mais de duas mil pessoas, sendo 800 crianças e adolescentes.

       Desde a conferência anterior vem crescendo o número de jovens em todas as instâncias do encontro, desde sua preparação até a participação. Sentimos que para os jovens foi uma experiência única, ou seja, uma oportunidade de participação efetiva e, na fala de uma delegada ribeirinha, “o espaço não foi concedido, foi conquistado”.

      “Estamos aqui para comprovar que o/a adolescente é protagonista da caminhada”, afirmou um dos delegados. E nas falas da juventude, ficou nítido que a participação das crianças e adolescentes é fundamental para essas conquistas.

     Convidado a participar com dois delegados, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) participou do eixo “Controle Social da Efetivação dos Direitos”. Quanto à inserção do tema de segurança alimentar e nutricional nas conferências estaduais e municipais, pudemos observar em vários documentos que houve discussão sobre alimentação saudável para que as crianças cresçam mais sadias.

       Dentre as propostas aprovadas pelo grupo de trabalho, se relacionam com segurança alimentar e nutricional a criação de uma agenda política entre os conselhos de direitos e setoriais, nas três esferas da federação; e realizar campanhas educativas permanentes para a população em geral sobre a importância da denúncia sobre a violação dos direitos da criança e do adolescente.

      Observamos em dois objetivos estratégicos a relação com o Direito Humano a Alimentação Adequada com as políticas de segurança alimentar e nutricional. No eixo “Promoção dos Direitos de Crianças e Adolescentes”, são objetivos “erradicar a pobreza extrema e superar as iniquidades que afetam o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes e sua família, por meio de um conjunto articulado de ações entre poder público e sociedade civil, com justiça social” e “erradicar a fome e assegurar a alimentação adequada de crianças, adolescentes gestantes e lactantes, por meio da ampliação de políticas de segurança alimentar e nutricional”.

         Na mesma linha da efetivação dos direitos, a presidenta Dilma Rousseff afirmou: “Um país se mede pela importância que ele dá as suas crianças”. E finalizou: “Lugar de criança é em ambiente seguro, livre de miséria, da fome e da violência dos adultos”.

        Para os mais de 800 jovens presentes na 9ª Conferência uma demanda importante é a criação de um Conselho Consultivo de Adolescentes no Conanda. O conjunto das propostas aprovadas tanto no eixo de “Controle Social da Efetivação dos Direitos” como nos outros quatro eixos podem ser acessadas nos sites www.9cndca.sdh.gov.bre www.sedh.gov.br.

     Finalizando, afirmamos que, além da troca de experiência entre conselhos, foi um momento de muita alegria e emoção participar deste processo histórico que foi a experiência da 9ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. E para o futuro, o que nos espera é contribuir na mobilização, implementação e monitoramento da política e do plano decenal de direitos humanos de crianças e adolescentes.

Agradecemos ao Consea por acreditar e incumbir-nos de tão importante e deliciosa missão.

Por Aldenora Pereira da Silva e Paulo Sergio Matoso *


*Aldenora Pereira da Silva e conselheira do Consea, representando a Pastoral da Criança; Paulo Sergio Matoso é conselheiro do Consea, representando a Rede de Educação Cidadã (Recid).

terça-feira, 17 de julho de 2012

Ensaio aberto "Apareceu A Margarida", no TGR



Hoje (17.07) no Teatral Grupo de Risco, ensaio aberto de "APARECEU A MARGARIDA" (de Roberto Athaide), às 19h

Aulão de férias, para você que está de DP, ou de recuperação na escola... haverá uma aula reforço de bons comportamentos para passar de ano!

Dona Margarida espera por todos vocês, 


Endereço: Rua José Antônio, 2170 - Jardim Brasil (esquina com Eduardo Santos Pereira, ao lado da padaria Espanhola)
Fone: (67) 3042 8262 // 9241 6227 oficinateatral@hotmail.com








ENTRADA GRATUITA

sexta-feira, 1 de junho de 2012

HOÚNEWO TERENA

         Inicia hoje (01) à partir das 16h, a “HOÚNEWO TERENA”- Assembleia Indígena do Povo Terena de Mato Grosso do Sul. O encontro acontece na Aldeia Bananal no município de Aquidauna.

        “HOÚNEWO TERENA” conta a presença de indígenas da etnia terena e alguns representantes governamentais e tem por objetivo debater sobre os seguintes eixos – “Território - Espaço da vida” e “Planejamento e Organização do Povo Terena”.

O encontro encerrará no domingo (03), segue a programação:

Programação:

01/06 (sexta-feira)
 - Acolhida e credenciamento (tarde/noite)
 - Apresentações culturais indígenas

02/06 (sábado)
Território - Espaço da vida (manhã)

- Partilhas das realidades nas aldeias e retomadas;
 - Informe Ministério Público Federal – Terra e violência;
 - Informe AGU/FUNAI – Situação dos processos Administrativos e Judiciais envolvendo demarcação das terras.
 - Debate e encaminhamentos;
 - Conjuntura política – PEC 215 e Código Florestal;
 - Situação das Políticas Públicas e ações da FUNAI
 - Informes APIB;
 - Organização do Acampamento Terra Livre 2012/Rio+20;

03/06 (domingo)

Planejamento e Organização do Povo Terena (manhã)

- Organização do Povo Terena;
 - Articulação dos Povos Indígenas de MS;
 - Documento Final;
 - Almoço e Retorno para as Aldeias

quinta-feira, 31 de maio de 2012

OCUPA CENTRO-OESTE


         Manifesto
        Nós, educadoras e educadores populares que construímos a Rede de Educação Cidadã no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Goiás, manifestamos nosso total e incondicional apoio às lutas populares desencadeadas na região contra o modelo político, social e econômico dominante.

      Reafirmamos nosso compromisso com as lutas e construção do Poder Popular no Brasil, potencializando as lutas desencadeadas na região e participando de sua construção como exercício de cidadania, a partir dos nossos processos de formação e busca incessante pela unidade das organizações de luta da classe trabalhadora. Neste sentido apresentamos as seguintes bandeiras de luta à população do centro-oeste:


1- Por Reforma Agrária, contra o novo código florestal e contra o uso criminoso de agrotóxicos;

         A terra na região centro oeste é concentrada nas mãos de poucas famílias. Os latifúndios dos históricos coronéis se modernizaram transformando-se em empresas. Hoje o setor é chamado de agronegócio, mas continua gerando riquezas para poucas pessoas, explorando o trabalho de camponeses que não tem terra para produzir, produzindo poucas culturas em larga escala (soja, cana, milho, sorgo, capim, etc.), em geral, para exportar ou para alimentação animal. Sua finalidade é o lucro, e não a produção diversificada de alimentos saudáveis como quer que acreditemos a Confederação Nacional da Agricultura (entidade que representa os interesses dos grandes empresários da terra). Tanto que 70% do alimento produzido no país vêm das pequenas propriedades da agricultura familiar e camponesa segundo dados do censo agropecuário divulgado pelo IBGE em 2006 e retificados em 2009.

        Infelizmente nos últimos anos a reforma agrária saiu da pauta do Governo Federal, pouco se avançou no assentamento de novas famílias, bem como nas políticas voltadas para as famílias assentadas. O ano de 2011 foi o pior, para o processo de reforma agrária, dos últimos 16 anos. Somado ao crescente apoio ao agronegócio percebemos que o governo não assumiu uma política de reforma agrária de fato.

      Historicamente no Centro-Oeste, temos governos ligados ao agronegócio, não existe por parte dos Estados da região quase nenhuma política efetiva de apoio a agricultura familiar e camponesa, as que existem são insuficientes. Por outro lado há um processo de intensificação da criminalização daqueles que lutam por um pedaço de terra como mostra os dados sobre conflitos no campo levantados pela Comissão Pastoral da Terra.

       O Centro-Oeste brasileiro é a região símbolo do agronegócio, e isso não seria possível sem o apoio incondicional dos governos estaduais e federal nas suas três esferas – Executivo, Legislativo e Judiciário. Lutar por reforma agrária é lutar por uma política de inclusão social de fato, é lutar por outro modelo agrícola pautado na agroecologia, é lutar pela produção saudável de alimentos, é lutar pela democratização do acesso a terra, é lutar pela proteção ambiental, por isso damos nosso total apoio à luta por reforma agrária e repudiamos qualquer ação de paralisação da mesma.

Modelo agrícola Pautado na destruição ambiental

O modelo agrícola brasileiro e, sobretudo na região Centro-Oeste tem devastado o nosso Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Floresta Amazônica. A recente aprovação pelo Congresso Nacional de alterações no código florestal, mostra que o Legislativo, na sua maioria, quer continuar apoiando esse modelo de devastação e destruição ambiental. Mesmo com os vetos parciais da presidente Dilma, as alterações feitas no código florestal são um retrocesso para a questão ambiental no Brasil. Sobretudo no ano em que sediamos a RIO+20.

Agrotóxico mata! Todo apoio a campanha permanente contra os agrotóxicos

        O Brasil é o campeão mundial no uso de agrotóxicos, “Na safra 2010/2011, o Brasil comercializou mais de um bilhão de litros de agrotóxicos, sem contar os comercializados ilegalmente que em regiões agrícolas, tais como os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Paraná, são de uso muito comum” (ABRASCO). Isso é o reflexo do modelo agrícola brasileiro pautado na monocultura e grande concentração de terra. No entanto, sabemos que os agrotóxicos são prejudiciais tanto para o meio ambiente como para as pessoas que se alimentam com comidas contaminadas por agrotóxicos ou que vivemos próximos a regiões de grandes lavouras.

       Pesquisas realizadas no Mato Grosso mostraram que o leite já vem contaminado com agrotóxicos, além de vários outros casos de trabalhadores/as que adoeceram ou morreram pelo contato com o agrotóxico.

     Os ruralistas defendem que o único jeito de produzir alimentos para o mercado interno e para exportação é envenenando as lavouras. Ou seja, dizem que a maioria da população só pode se alimentar se for com veneno. A preocupação deles não é com a saúde da população ou pela questão ambiental, mais sim de permanecerem obtendo lucros exorbitantes. Nós apoiamos totalmente a luta contra os agrotóxicos por entendermos que isso é uma questão de saúde pública. E reafirmamos a necessidade de outro modelo agrícola brasileiro pautada na produção diversificada de alimentos e na agroecologia, sem o uso de agrotóxicos e agressões ao meio ambiente.

"Sonha e serás livre de espírito... Luta e serás livre na vida. "
(Che Guevara)

Lutar é direito, lutar não é crime! Abaixo a criminalização dos movimentos sociais que lutam por direitos.

         A falta de políticas públicas que atendam as necessidades da população deve ser tratada como caso de política e não de policia. No Centro-Oeste temos assistido continuamente ataques aos direitos humanos, sobretudo daqueles que ousam a se levantar contra esse modelo de exploração.

        A violência no campo tem aumentando assustadoramente, em 2011 teve um aumento de 15% dos conflitos no campo em relação a 2010 segundo dados da Comissão Pastoral da Terra, fruto da impunidade daqueles que mandam ou cometem esses crimes. No Centro-Oeste temos acompanhado a luta dos povos indígenas, que tiveram suas terras usurpadas pelos latifundiários com o apoio do braço armado do estado. Vemos ações de extermínio dos povos indígenas com massacres sendo realizados sob a tutela do estado. Entre 2003 e 2010 foram assassinados 499 indígenas no Brasil. Hoje a cerca de 750 indígenas presos e outras 60 lideranças respondem a processos segundo relatório apresentado pela CNBB.

        Repudiamos com veemência qualquer ação de criminalização daqueles que lutam por direitos, sendo que essas lutas são reflexos da ausência de um estado que atendam as necessidades de todos e não apenas de alguns grupos. Dizemos não ao massacre dos povos indígenas e a usurpação de suas terras como também dizemos como o Che: – “Os poderosos podem matar uma, duas ou até três rosas, mais já mais vão conseguir deter a primavera inteira”.


2- Não a privatização dos bens públicos, a corrupção, e a crescente especulação imobiliária.

         Temos visto na região Centro-Oeste uma crescente ação por parte dos governos de plantão de entrega dos bens públicos a interesses privados. A receita é simples, sucateiam os hospitais, postos de saúde, as escolas e creches, estradas, o setor de saneamento e de energia entre outros e depois como desculpa de que vai melhorar a gestão passa tudo isso para mão da iniciativa privada.

          Mas, sabemos que é apenas uma desculpa para tirar das costas do estado suas obrigações com o discurso de que vai melhorar. Na prática não há nenhuma melhora, ao contrário, é só mais um meio de desviar recursos públicos para interesses de grupos privados. Exigimos a paralisação do processo de entrega dos bens públicos para iniciativa privada, assim como apoiamos todas as lutas contra o processo de privatização dos governos da região.

Contra a corrupção, por uma reforma do sistema político já!

       Da mesma forma funcionam os esquemas de corrupção. O apoio financeiro nas campanhas compromete os candidatos eleitos com seus “patrocinadores”. Quando eleitos se tornam sócios. No recente episódio do Cachoeira foi desvelado um enorme esquema de envolvimento do Governo de Goiás com o criminoso dos caça-níqueis, e o objetivo é sempre: mais lucro.
             Neste sentido, somos contra o financiamento privado de campanhas. Assim como dizemos não aos governos de empresários que não representam os interesses do povo. E gritamos por uma reforma do sistema político já!

A especulação imobiliária e as obras da copa. Copa sim, a qualquer custo não!

         Várias famílias estão sendo jogadas de suas casas para construção de obras de infra-estrutura para a copa do mundo de 2014, assim como a especulação imobiliária que cada vez mais tem expulsado as trabalhadoras e trabalhadores para periferia. As obras que estão sendo feitas não são discutidas com a população e servem mais para encher os bolsos de empreiteiras e especuladores de dinheiro.

    Repudiamos totalmente essa ação governamental em obediência aos interesses empresariais. Solidarizamos com as famílias que vem sofrendo essas remoções criminosas como também damos nosso total apoio à resistência dos comitês populares da copa. Defendemos a formulação de políticas de combate à especulação imobiliária e a implementação concreta do Estatuto das Cidades.

Fortalecer um projeto anticapitalista para construção do poder popular
         Entendemos que a construção de um Projeto Popular no Centro-Oeste passa pelo fortalecimento das lutas populares, a organização popular e a denuncia do modelo hegemônico de produção e exploração. Para tanto, é fundamental fortalecermos um projeto anticapitalista em nossa região, pois a exploração, as desigualdades sociais, a apropriação da riqueza pelas elites, a falta de políticas públicas democráticas que atendam a necessidade da população, o modelo agroexportador, são inerentes a esse sistema, assim como o incessante ataque aos direitos da classe trabalhadora e a corrupção que assola a região.
       Por tanto para superar tudo isso é de fundamental construir outro modelo de sociedade pautado na solidariedade de classe, na busca da superação das desigualdades sociais.
        Por fim, fazemos um chamado à unidade da classe trabalhadora, a todas e todos que são explorados e subjugados pela ordem vigente a se levantarem pelos seus direitos, se organizando e mobilizando contra os ataques a classe trabalhadora.

“Quando o campo e a cidade se unir – A burguesia não vai resistir”
“O povo que ousa sonhar, constrói o poder popular.”

REDE DE EDUCAÇÃO CIDADÃ – CENTRO-OESTE